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  NAS BANCAS

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  TEXTO DE JOESLEY BATISTA

“67 dias e 67 noites de uma delação”.

 
 
Joesley Batista, na Folha de S. Paulo de ontem
 
Dezessete de maio de 2017, aniversário de 12 anos de um dos meus filhos -que deixaria a escola e sairia do país a meu pedido-, foi também o dia do meu renascimento. Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país.
 
Em vez de comemorar seu aniversário, minha filha juntou-se a milhões de brasileiros que tomavam conhecimento de episódios de embrulhar o estômago. Naquele dia vazou para a imprensa o conteúdo do acordo de colaboração premiada que havíamos assinado com a Procuradoria-Geral da República. Confesso que minha reação foi de medo, preocupação e angústia.
 
Afinal, uma semana antes estivera em audiência no Supremo Tribunal Federal para cumprir os ritos necessários à homologação do acordo. Era essa a notícia que eu estava ansiosamente aguardando, não a do súbito vazamento.
Desde então, vivo num turbilhão para o qual são arrastadas minha família, meus amigos e funcionários.
 
Imagens minhas e da minha família embarcando num avião, tiradas do circuito interno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foram exibidas na TV, como se estivéssemos fugindo. Um completo absurdo.
 
Políticos, que até então se beneficiavam dos recursos da J&F para suas campanhas eleitorais, passaram a me criticar, lançando mão de mentiras. Disseram, por exemplo, que, depois da delação, eu estaria flanando livre e solto pela Quinta
Avenida, quando, na verdade, nem em Nova York eu estava.
 
Para proteger a integridade física da minha família, decidi ir para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, longe da curiosidade alheia. Nessa altura, porém, eu já havia sido transformado no inimigo público número um, e nada do que eu falasse mereceria crédito.
 
Minha exata localização nem seria assim tão relevante, a não ser por revelar uma estrutura armada com o objetivo de transformar a realidade complexa, plena de nuances, num maniqueísmo primário, em que eu deveria ser o mal para que outros pudessem ser o bem.
 
Mentiras foram alardeadas em série. Mentiram que durante esse período eu teria jantado no luxuoso restaurante Nello, em Nova York; mentiram que eu teria viajado para Mônaco a fim de assistir ao GP de Fórmula 1; mentiram que eu teria fugido com meu barco.
 
A lista das inverdades não parou por aí. Mentiram que eu estaria protegendo o ex-presidente Lula; mentiram que eu seria o responsável pelo vazamento do áudio para imprensa para ganhar milhões com especulações financeiras; mentiram que eu teria editado as gravações.
 
Por fim, a maior das mistificações: eu teria estragado a recuperação da economia brasileira, como se ela fosse frágil a ponto de ter que baixar a cabeça para políticos corruptos.
De uma hora para outra, passei de maior produtor de proteína animal do mundo, de presidente do maior grupo empresarial privado brasileiro, a “notório falastrão”, “bandido confesso”, “sujeito bisonho” e tantas outras expressões desrespeitosas.

Venderam uma imagem perfeita: “Empresário irresponsável e aproveitador toca fogo no país, rouba milhões e vai curtir a vida no exterior”.A única verdade que sei é que, desde aquele 17 de maio, estou focado na segurança de minha família e na saúde financeira das empresas, para continuar garantindo os 270 mil empregos que elas geram.

Por isso, demos início a um agressivo plano de desinvestimento que tem tido considerável êxito, o que demonstra a qualidade da equipe e das empresas que administramos.

 
De volta a São Paulo, onde moro com minha mulher e meus filhos, vejo na imprensa políticos me achincalhando no mesmo discurso em que tentam barrar o que chamam de “abuso de autoridade”.
 
Eles estão em modo de negação. Não os julgo. Sei o que é isso. Antes de me decidir pela colaboração premiada, eu também fazia o mesmo. Achava que estava convencendo os outros, mas na realidade enganava a mim mesmo, traía a minha história, não honrava o passado de trabalho da minha família.
 
Poucos mencionam a multa de R$ 10,3 bilhões que pagaremos, como resultante do nosso acordo de leniência. Essa obrigação servirá para que nossas próximas gerações jamais se esqueçam dessa lição do que não fazer.

Não tenho dúvida de que esse acordo pagará com sobra possíveis danos à sociedade brasileira.
 
Hoje, depois de 67 dias e 67 noites da divulgação da delação, resolvi escrever este artigo, não para me vitimar -o que jamais fiz-, mas para acabar com mentiras e folclores e dizer que sou feito de carne e osso. E entregar ao tempo a missão de revelar a razão.
 
JOESLEY MENDONÇA BATISTA, empresário, é dono do grupo J&F
 
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  MARY ZAIDAN

De rabo preso com Maduro

 
Gente que dorme e acorda na porta dos mercados para comprar comida que acaba antes de a fila andar. Falta de remédios, ataduras e até de soro fisiológico. Famílias que vasculham lixos e assam animais de estimação para servir no jantar. Mais de uma centena de mortos pela repressão em manifestações contra o governo. Essa é a Venezuela, cujo regime e seu ditador, Nicolás Maduro, receberam apoio incondicional do PT e PCdoB, e parcial do PDT, signatários da resolução final da 23ª reunião do Foro São Paulo, realizada na Nicarágua.
 
A solidariedade ao regime totalitário de Maduro, expressa em viva voz pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, há uma semana, na abertura do Foro, causa repulsa diante da tragédia humanitária do país vizinho. Tão grave que não comporta qualquer tipo de defesa ideológica.
 
E, ao que tudo indica, ideologia está longe de ser de fato a inspiração para as falas.
Os discursos petistas sempre deram trela ao faz de conta que o ex-presidente venezuelano morto, Hugo Chávez, chamou de socialismo do século 21. Mas, no ver e crer, as identidades do PT com essa turma se consolidaram em outras searas.
Chávez, o gênio que conseguiu parir um golpe sobre si para se tornar presidente, obteve do Brasil do ex Lula tudo e muito mais do que podia esperar. Traduzindo em miúdos, usufruiu de trocas maravilhosas, favores envolvendo fortunas – US$ 98 milhões só na conta de corrupção da Odebrecht, declarados pela empreiteira em oitiva à promotoria dos Estados Unidos.
 
Muitas transações ainda carecem de explicações, se é que elas existem.
Em um país povoado por denúncias cotidianas, poucos se lembram da festa patrocinada por Lula e Chávez para lançar a pedra fundamental da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que teria 60% dos US$ 2,4 bilhões orçados para a sua construção custeados pela PDVSA, estatal petrolífera venezuelana.
Isso foi em 2005. Dois anos depois, Chávez se apropriou dos ativos da Petrobrás na Venezuela e, mesmo sem ter colocado um único centavo, reclamava do atraso das obras pernambucanas. Em 2013, Dilma Rousseff anistiou as dívidas da Venezuela com a obra, que, nesta altura, já custava cinco vezes mais: US$ 13,4 bilhões.
 
Uma aventura de comunhão bolivariana com custos e prejuízos fenomenais para o Brasil, que jamais serão pagos. Ainda inconclusa, a refinaria já consumiu US$ 18 bilhões dos brasileiros e produz menos da metade da previsão inicial de 230 mil barris de petróleo/dia.
 
Chávez morreu em março de 2013, sem ver as consequências desastrosas da gastança populista que promoveu nos anos em que o petróleo batia recordes de preço no mercado mundial.
 
Assim como Lula e depois Dilma, ele se regozijava de ter eliminado a miséria. Em 2011, a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) chegou a divulgar que o chavismo reduzira 50% da pobreza do país. Cinco anos depois, o percentual de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza atingiu 81%, embora os dados manipulados pelo regime apontem 18,3% de redução da miséria em 2016.
 
Além da mentira quase infantil das estatísticas oficiais, facilmente desmanteladas pelo cotidiano — um salário mínimo venezuelano consegue comprar comida para apenas três dias, isso quando encontra produtos à venda –, a ditadura Maduro luta contra muitas outras frentes. E a pior delas não é a oposição formal, a qual ele tenta derrotar a tiros, literalmente, e com a convocação surreal de uma Constituinte, cujo objetivo é mantê-lo no poder.
 
Está tendo de enfrentar as vítimas do populismo subsidiado pela ignorância e custeado pelo petróleo, sem ter fartura e muito menos inteligência para fazê-lo.
 
Abusa da repressão, das milícias armadas, promove a matança, estimula uma guerra civil. Ainda assim tem apoio da esquerda brasileira, irrestrito quando se trata do PT.
Talvez porque os rabos do presidente venezuelano e do PT estejam enrolados em uma trama de difícil equação para ambos.
 
Maduro foi apontado por Mônica Moura, mulher de João Santana, marqueteiro de Lula e de sua pupila, como pagador de pacotes de dinheiro ilícito, em espécie, para remunerar o trabalho da dupla durante a campanha vitoriosa da Dilma de Chávez. Tudo com conhecimento e aval do governo petista.
 
O PT de Lula — que gravou vídeo em favor de Maduro na disputa de 2013, que se arvorou a falar em nome do “povo brasileiro” ao defendê-lo, em abril, quando a chancelaria nacional propôs a suspensão da Venezuela do Mercosul, e que agora se solidariza e apoia a realização da Constituinte pró-Maduro –, é cúmplice e parceiro da ditadura venezuelana.
 
De um lado, usa a crença bolivariana para alimentar a fé cega dos seus. De outro, busca evitar a derrota fatal de um companheiro — não de armas, mas de “malfeitos”–, que pode lançar ainda mais lama nos 13 anos de governos petistas. Não importa quantos mais Maduro mande prender ou matar.(Blog do Ricardo Noblat)
 
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  MUNDO DO CINEMA

 

Anthony Quinn Melhores filmes
 
Anthony Quinn

 

Lawrence da Arábia

Pontos 9.45
A Estrada da Vida
Pontos 9.41
Consciências Mortas
Pontos 9.29
Sede de Viver
Pontos 8.04
Viva Zapata!
Diretor(es) Elia Kazan
Pontos 8.00
Réquiem para um Lutador
Pontos 7.84
Zorba, o Grego
Pontos 7.83
Os Canhões de Navarone
Pontos 7.74
O Cisne Negro
Diretor(es) Henry King
Pontos 7.61
Duelo de Titãs
10º
Pontos 7.49
A Sedução do Marrocos
11º
Pontos 7.31
O Intrépido General Custer
12º
Pontos 7.28
O Castelo Sinistro
13º
Pontos 7.20
Aliança de Aço
14º
Pontos 7.19
Minha Vontade É Lei
15º
Pontos 7.11
Sangue Sobre a Neve
16º
Pontos 7.04
Larceny, Inc.
17º
Pontos 7.03
Dois Contra uma Cidade Inteira
18º
Pontos 7.03
O Diário de Guadalcanal
19º
Pontos 7.02
 
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  AMPLAVISÃO

 

Ferido no peito André recorre ao PR
 
DESABAFO Revoltado com os comentários de que seria ‘laranja ’ de investimentos financeiros do ex-governador André Puccinelli , o empresário Carlos Fernandes ( setor automotivo de MS) disse ao colunista: “Minha vida é um livro aberto, trabalho duro, não tenho rabo preso, durmo tranquilo. É pura inveja pelo meu sucesso.”
 
REFLEXÕES Após o assassinato do ex-vereador Cristóvão Silveira e sua mulher Fátima nas cercanias da capital, reacende a velha polêmica sobre as reais vantagens e eventuais desvantagens de ser proprietário de chácara de recreio e pesqueiro. Seriam duas alegrias; uma na compra e outra na venda.
 
‘O AMIGO’ citado na delação da Odebrecht como sendo Lula vai sendo confirmado com a descoberta dos R$9 milhões que o ex-presidente aplicara no BrasilPrev. Se a grana veio das 300 palestras (ou mais), porque não há uma só prova ( notícias, gravações ou fotos) de uma delas pelo menos? Falso pobre.
 
TEREZA CRISTINA Após ganhar a mídia nacional, a deputada federal (PSB) teve o passe valorizado. Ela sempre foi vinculada ao ex-governador André Puccinelli que investiu pesado em sua eleição. Moral da história: ela deve voltar de onde politicamente nunca saiu. Ela tem até março de 2018 para decidir; o leilão só começou.
 
ALÍVIO Após o desgaste na defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), na Reforma da Previdência e como membro da ‘Guarda Pretoriana’ do presidente Temer, o deputado Carlos Marun (PMDB) é recompensado com a liberação de emendas parlamentares de R$5 milhões. Viabilizou sua reeleição?
 
APOSTA Pela sua postura o deputado Dagoberto Nogueira (PDT) investe as suas fichas na aprovação da denúncia contra Temer em plenário. Com o fim do PT local, ele seria o representante do presidenciável Ciro Gomes e armaria uma coligação regional com outras siglas afins.
 
ESPECULAÇÕES PSD e DEM juntos aqui? Não seriam muitos parentes ( Trad e Mandetta) juntos num só projeto? Mas qual a reação do eleitor? É preciso ir a fundo para se aferir a opinião pública. Depois de reveladas as maracutaias do PT, PMDB e PSDB, o eleitor anda desconfiado e com razão.
 
NA ESTRADA O prefeito Waldeli (PR) de Costa Rica tentando viabilizar sua candidatura a governador apoiado pelo PMDB. Nesta semana deu entrevista à uma emissora de rádio de Três Lagoas confessando ser afilhado político de Ramez Tebet e que deve obediência política à senadora Simone Tebet (PMDB).
 
A SENHA está posta para 2018. O PMDB – atingido no peito pelas denúncias contra suas lideranças nacionais e também aqui contra Puccinelli, sente a falta de outros nomes competitivos. Aí recorre ao candidato de outro partido para marcar presença e negociar num eventual 2º turno. Mas o pré-candidato Waldeli fica no PR de Giroto ou volta ao PMDB? A conferir.
 
PREOCUPA Embora bem nas pesquisas, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) tem contra si procedimentos judiciais. Situação desgastante recorrer ao Judiciário para garantir uma eventual candidatura. E como fazer campanha e ao mesmo tempo ter que se defender? É preciso avaliar essa enrascada.
 
ENRASCADA sim, porque o eleitor tende a vetar aquele candidato alvo de denúncias ou suspeitas. Como me disse um líder político recentemente: “Manoel – meu filho de 17 anos é da geração cética, altamente exigente na tratativa da política. Será que os candidatos convencerão seus filhos e seus colegas ?”
 
ENRASCADOS Independentemente de impeditivo judicial, vamos avaliar eventuais candidaturas de Puccinelli e Edson Giroto (PR) em 2018. O eleitor não levaria em conta as denúncias na mídia e os procedimentos policiais contra ambos? Continuaria adotando o lema ‘vale fazer’, não importa o resto?
 
QUARESMA Na política brasileira ela acabou. Ao contrario da tradição da Igreja Católica que cobre seus santos neste período, a política desnudou completamente seus personagens. Se nas últimas eleições municipais o índice de votos nulos e brancos foi superior a 32%, imagine em 2018!
 
PESQUISA recente do jornal diário “O Estado – Mato Grosso do Sul” na capital retrata a realidade. De 100 pessoas consultadas sobre a credibilidade da classe política, 68 não confiam nos políticos, 20 delas manifestaram pouca confiança, 11 disseram ter confiança média e só uma disse confiar muito.
 
PERGUNTADAS sobre “qual a relação com a política?” as respostas foram igualmente desastrosas em termos de perspectivas. 46 pessoas disseram “acho importante, mas não participo”; 28 delas alegaram “não acho importante e não participo”; e só 26 disseram “acho importante e participo”.
 
E MAIS... Cerca de apenas 51 pessoas (51%) revelaram que não acompanham as ações do candidato em que votou. Outro dado; 21 delas confessaram a escolha do candidato influenciadas pela dica de amigos/parentes – ou ainda seduzidas pela promessa de receber alguma vantagem pessoal.
 
A MARCA Muitos parlamentares passam despercebidos pelo Congresso Nacional, sem protagonismo em projetos importantes de cunho nacional. Daqui, Fábio Trad como presidente da comissão do CPC na Câmara dos Deputados e o senador Pedro Chaves (PSC) como Relator da Comissão Mista do Congresso para Reforma do Ensino Médio ganharam notoriedade pelo bom desempenho.
 
POSIÇÃO dos vereadores da capital Odilon Oliveira Jr. e Ademir Santana, ambos do PDT, quanto a queda de 13,84% no rateio do ICMS de Campo Grande já foi objeto de manifesto na mídia. Mas indago: farão uso de todos os recursos para reverter o índice, o menor desde 1989?
 
INDIGESTO O prefeito Marcos Trad (PSD) também não engoliu esse prejuízo, que se mantido irá inviabilizar seu projeto administrativo. Politicamente seria um tsunami sem precedentes. Mas ao seu estilo, o prefeito prefere o caminho da ação com suporte técnicos e jurídicos cabíveis. É esperar.
 
DE LEVE: Repercutindo negativamente a decisão do Tribunal de Justiça ao conceder a internação ( num Spa) de Breno Borges, filho da desembargadora Tania Freitas G. Borges, preso em flagrante com 129 kgs de maconha, arma de fogo e 270 munições. Mas a justiça não deve ser igual para ricos e pobres? O que pensam os novos Juízes recém-empossados no cargo? Boa pergunta.
 
A SOCIEDADE também acompanha as manobras para amenizar a situação do PRF Ricardo Huun Su Moo, matador do empresário Adriano Correa do Nascimento aqui na capital. Aliás, o deputado cel David (PSC) pediu rigor da Coordenadoria G. de Perícia para apurar o plantio de provas ( flambador) e punir os funcionários envolvidos. É gravíssimo. Está certo o parlamentar.
 
HIPOCRISIA O combate a corrupção, ao crime e aos desmandos são postos na mídia como a grande aspiração da nação. Mas na pratica não é isso que se vê. As autoridades nem sempre dão os bons exemplos. Se o ex-presidente Lula se apropriou de objetos decorativos da residencial oficial, outras autoridades também se julgam intocáveis como na França antes da Queda da Bastilha. País tem jeito?
 
“Não existe viva alma mais honesta do que eu nesse país.” ( Lula)
 
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  DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO

 

 

 

 

 
A descoberta de R$9,6 milhões em contas correntes e investimentos do ex-presidente Lula deixou intrigada a força-tarefa da Lava Jato, que investiga o mistério de como o ex-metalúrgico, condenado por corrupção, acumulou tanto dinheiro. Ao ver bloqueados pela Justiça recursos e bens, Lula se queixou de que a “subsistência” de sua família estaria prejudicada. Pelo visto, para ele, dinheiro nunca foi problema.
 
Interrogado na polícia, Lula disse cobrar US$200 mil por “palestra”, mas ninguém acreditou. Tampouco ele apresentou comprovantes. Desde 2015 Lula não faz palestras, para as quais disse cobrar o dobro de Bill Clinton. O ex-presidente dos EUA continua a fazê-las. Emílio Odebrecht revelou que pagava “honorários” a Lula, além de jatinhos, hotéis de luxo etc, para criar “imagem adicional” na África.

 

 
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  CONFIRA

O plano de Eduardo Cunha
para seguir na política

 
Radar On-Line, VEJA
 
Por incrível que pareça, Eduardo Cunha ainda tem olhos para o poder. Ele pensa em lançar sua primogênita, Danielle, a deputada federal em 2018.
 
Em março, Cunha foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 15 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
 
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  MIRIAM LEITÃO

 Resultado de imagem para MIRIAM LEITAO

Cenas explícitas do colapso fiscal do setor público brasileiro
 
 
No governo Dilma, as metas bimestrais não eram respeitadas, e no fim do ano se aprovava um número com efeito retroativo para legitimar o fato consumado. Por essas e outras estripulias fiscais ela acabou sendo acusada de crime de responsabilidade. O atual governo tenta fazer tudo para ficar na meta, mas não está livre de encurtamento do mandato, só que pela acusação de corrupção.
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que a cada dois meses o governo apresente seu relatório de receitas e despesas e veja se está havendo frustração de receita e aumento do déficit. E aí ajuste as contas. No governo anterior, várias vezes, isso foi ignorado. A atual administração tenta seguir as regras e ouvir sempre o TCU, mudando a prática em relação ao governo da antecessora. Mas isso não livra o país de continuar prisioneiro do mesmo pesadelo fiscal.
 
Para não descumprir a lei, o governo adotou uma meta de déficit enorme: R$ 139 bilhões. Achou que assim estaria livre dos riscos de se desviar do objetivo. O que se viu esta semana é que tudo está muito pior do que o previsto. Há uma enorme frustração de receita e pelo andar da carruagem a meta seria estourada. Foi o que levou o governo a aumentar o imposto — coisa que havia prometido não fazer — e fazer novo contingenciamento, apesar de os dois ministros da área econômica dizerem que o atual contingenciamento é inviável.
 
Há vários problemas herdados, como o do Fies. O ministro Dyogo Oliveira contou ontem na entrevista que R$ 6,3 bilhões da inadimplência do financiamento de estudantes foram incorporados às despesas do governo. Esse rombo é mais da metade do que vai ser arrecadado neste semestre com o imposto e é superior a tudo o que foi cortado de despesas nessa revisão.
 
O Fies foi uma boa ideia, mal executada. Em 2010, liberou R$ 880 milhões de empréstimos, e então começou a disparar no final da gestão de Fernando Haddad no Ministério da Educação — quando virou candidato à prefeitura de São Paulo. Este ano, o desembolso chegará a R$ 21 bilhões. O custo do programa é a diferença entre a Selic e os 3,5% ao ano de taxa de juros. O que era para financiar estudantes pobres acabou cobrindo também as despesas de educação superior da classe média para a alegria das grandes empresas privadas de ensino. E tudo isso não era contabilizado como gasto público, segundo explicou Dyogo. Era captado apenas “abaixo da linha”, a contabilidade do Banco Central. Seguindo recomendação do TCU, o governo passou a registrar como despesas o crescente calote. O potencial da inadimplência é muito maior e vai continuar pesando nos orçamentos dos anos vindouros.
 
É realmente indigesto ter um novo aumento de imposto quando o país está em recessão, e por isso os contribuintes reclamam, com razão. Como não há bom transporte público, quem tem carro não tem muita alternativa a não ser usá-lo. Os combustíveis estavam em queda, e o governo aproveitou o espaço para cravar mais uma taxação.
 
A Fiesp reclamou e voltou com o seu pato amarelo para a porta. O protesto seria mais sincero se a federação abrisse mão das receitas que recebe do Sistema S e que vêm de taxas cobradas das empresas. A Fiesp, e outras entidades patronais, aplaudiram os programas de subsídios, como o PSI, por exemplo, que emprestava a 2,5% ao ano. Isso gerou um custo que tem que ser pago. Os representantes das empresas protestam quando chega a conta, apesar de saberem que a população é que paga o pato.
 
Esta semana foi apenas mais uma em que o governo apresentou ao país as cenas explícitas do colapso fiscal em que está o setor público brasileiro. E os números de ontem ainda contêm projeções duvidosas. O governo conta que receberá R$ 13 bilhões de Refis, apesar de o Programa Especial de Reestruturação Tributária estar ameaçado no Congresso de virar do avesso e se transformar em um perdão de devedores do Tesouro.
 
Tudo é mais grave do que foi apresentado esta semana. O que houve foi uma conta de chegar em que o governo aumentou um imposto, fez mais um corte, contou com uma receita incerta, e avisou que espera receita extraordinária que está para sair. A grande dificuldade é que a carga tributária é alta, o governo tem déficit, as despesas fixas continuam a crescer, a dívida continua aumentando e ninguém sabe como sair desse labirinto
 
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  FOLHA DE SÃO PAULO

 

 

da Folha de S. Paulo
 
Apesar de abatido pelo que seus conhecidos chamam de “custo JBS”, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se movimenta discretamente na esperança de que uma conjunção de fatores o coloque no jogo sucessório de 2018.
Não será fácil.
 
Ao assumir o “dream team” que mercado esperava ver na área econômica após a debacle da gestão Dilma Rousseff, Meirelles ganhou em maio de 2016 a aura de presidenciável.
 
A aprovação de medidas como o teto de gastos e a aceleração das reformas trabalhista previdenciária no Congresso se uniram a uma série de indicadores no início de 2017 apontando para o fim do ciclo de recessão e uma queda brutal na inflação –tarefa combinada de fatores econômicos, ação do BC e também da crise em si.

 

 
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  JUS BRASIL

 

Filho de Desembargadora, preso em Abril com 129 kg de maconha e 199 munições já está solto
Segundo a defesa, o homem sofre da Síndrome de Borderline.
Publicado por Fatima Burégio
há 16 horas
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https://imgs.jusbr.com/publications/images/685f15472774c665fa45bca7fe7f9cbd
O plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Mato Groso do Sul decidiu, nessa sexta-feira (21), substituir a prisão preventiva de Breno Fernando Solon Borges, 37, filho da presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, por uma internação provisória em uma clínica médica. Preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com 129 kg de maconha e 199 munições, Breno teve laudos anexados ao processo, comprovando que ele sofre com doença que consiste no "desvio dos padrões de comportamento".
Conforme a defesa e o site Campo Grande News, juízes de Água Clara e Três Lagoas colocaram indevido obstáculo ao cumprimento da primeira liminar, esvaziando o conteúdo da decisão. O advogado de Breno apresentou ao tribunal laudos que comprovavam o diagnóstico da “Síndrome de Borderline”, doença manifestada "através de alterações de cognição, de afetividade, de funcionamento interpessoal e controle de impulsos”.
Prisão
Breno foi preso na madrugada do dia 8 de abril no município de Água Clara. Na ocasião, ele estava acompanhado da namorada e de um amigo. Em dois veículos, o trio transportava 129,9 kg de maconha, 199 munições calibre 7.62 e 71 munições calibre 9 milímetros, armamento de uso restrito das Forças Armadas do Brasil
Em outro processo, Breno é acusado de planejar fugas de uma penitenciária de segurança máxima de Mato Grosso do Sul. Na denúncia apresentada pelo Ministério Público ele foi apresentado como o" mentor " do grupo.
A decisão foi tomada pelo também desembargador José Ale Ahmad Netto, reforçando o pedido de habeas corpus que havia sido aceito pelo desembargador Ruy Celso Barbosa Florence.
Ao todo, foram indiciados sete suspeitos acusados de integrar a organização criminosa e participar da tentativa de fuga de preso mediante violência. A prisão preventiva havia sido decretada para Breno como também aos demais integrantes do grupo.
Fatima Burégio , Advogado
Dra Fátima Burégio, Advogada, Especialista em Processo Civil pelo IMN (Instituto de Magistrados do Nordeste), Pós Graduanda em Direito Civil em ênfase em Responsabilidade Civil e Contratos, Formada em Conciliação, Mediação e Arbitragem pelo INAMA (Instituto Nacional de Mediação e Arbitragem). Formação técnica Federal em Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela UFRPE.
 
Reginaldo
Sei não, mas tá parecendo mais uma crise da "Síndrome de Juizite".

Nada impede que ele seja borderline, mas arquitetou e executou tudo isso sob efeitos da tal crise?

Ou ela apenas virou porta de saída para uma clínica onde, independente dos crimes que cometem e suas circunstâncias, o tratamento médico fala mais alto do que a pena a ser cumprida?

De toda forma esta é uma desculpa clássica (recorrer aos desvios psicológicos) para fugir de penas e até mesmo do emprego (justificar faltas ou produzi-las a partir de suposta depressão ... conheço muitos que já tiraram anos de… continuar lendo
"Me diga quem são teus pais, e eu direi qual será o teu futuro..." continuar lendo
Sera que quem nasce na pobresa, sem oportuidades de educacao e cheirando cola para esquecer a fome tambem sofre da oportuna Borderline? Se a moda pega........ continuar lendo
Já assisti outros filmes com o mesmo final. continuar lendo
Vários né? afinal aqui é Brasil continuar lendo
Bom, mas um precedente para os mas de milhares com a mesma síndrome, liberdade a todos! continuar lendo
Sem Comentários!!!!! continuar lendo
Perguuuuuunnnnnnnto: Se ele tivesse comendo cocô seria considerado desvio de comportamento e seria preso por isso? Neste caso, em verdade lhes digo, comendo cocô estamos nós que temos que engolir coisas desse tipo. Advogados, Juízes, Promotores e Desembargadores que aceitam um absurdo destes como normal é quem deveria ir para a cadeia. continuar lendo
O mais triste de tudo e saber que a Policia deu um flagrante, conseguiu juntar provas mais que suficientes para uma condenação, e ai simplesmente o CRIMINOSO, com seus competentes advogados, conseguem uma brecha dessa magnitude, para burlar a lei.
Me perdoem, mas todos os que colaboram para este tipo de fraude, são tão criminosos quanto o criminoso em si.
E aos responsáveis pela apreensão, deixo meus parabéns pelo excelente serviço prestado, e peço para que não desistam, pois por mais desestimulante que uma decisão dessa possa ser. Devemos sempre insistir no correto.
Dependemos de vocês para que, quem sabe em um futuro próximo tenhamos uma vida mais seguro. continuar lendo
Nunca acreditei neste sistema judiciário do Brasil.
 
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  FONTE - VEJA

A Pátria de tornozeleiras

(Renato Onofre)
 
O Brasil tem a segunda maior população de usuários de tornozeleiras eletrônicas do mundo. Hoje, pelo menos 28 000 pessoas são monitoradas 24 horas por dia pela Justiça. A adoção do equipamento cresceu exponencialmente nos últimos cinco anos e deve quadruplicar nos próximos anos. Ultimamente, diante do brutal desequilíbrio entre oferta e procura, a busca do equipamento é disputada a tapas.
 
O ex-deputado e assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo da Rocha Loures, corre o risco de perder o seu equipamento e, consequentemente, ser obrigado a voltar para a cadeia. O Ministério Público de Goiás entrou com um pedido para que a justiça reconsidere a decisão que negou o recolhimento do equipamento. Para o promotor Fernando Krebs, o aliado de Temer furou a fila para conseguir sair da prisão.
 
Hoje, 25 pessoas estão atrás das grades em Goiás por conta da falta do equipamento. O equipamento que proporciona uma liberdade – ainda que restrita aos usuários – é também alvo de reclamação. A doleira da Lava-jato Nelma Kodama adaptou um assessório usado por jogadores de tennis no pulso – uma munhequeira – na perna para evitar o incômodo de passar o dia com o equipamento preso ao corpo. Já o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró teve que ficar mais de 30 minutos na chuva para que o sinal da tornozeleira fosse captado. Como se vê, é ruim a tornozeleira, bem pior sem ela.
 
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Tucanos avisam: mais da metade da bancada deve votar contra Temer

sábado, 22 de julho de 2017 – 20:34 hs
Andréia Sadi, G1
 
Lideranças do PSDB comunicaram na semana passada a interlocutores do presidente Michel Temer que, dos 46 deputados do PSDB, de 15 a 20 têm manifestado intenção de votar contra a denúncia por corrupção passiva – portanto, a favor de Temer.
 
A conta, segundo o blog apurou, tem preocupado o Palácio do Planalto. Motivo: apesar do discurso de que já espera o desembarque do PSDB, o governo teme que o movimento de mais da metade da bancada tucana contra Temer influencie outros partidos aliados da antiga oposição – como DEM e PPS – às vésperas da votação.
 
Por isso, Temer pediu aos ministros tucanos – principalmente ao articulador político, Antonio Imbassahy – que faça uma nova rodada de conversa nos próximos dias com os parlamentares tucanos para tentar ampliar o número de votos favoráveis ao governo.
 
O foco serão os deputados que se dizem indecisos quando questionados pelos ministros do Planalto.
 
De volta ao Brasil após viagem à Argentina, Temer embarcou para São Paulo na manhã deste sábado. Ele vai reassumir as articulações políticas do governo.
 
Além dos tucanos, o Planalto vai se concentrar na próxima semana nas negociações com os partidos do chamado “Centrão”, a fim de consolidar o apoio a Temer contra a denúncia de Rodrigo Janot.
 
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Última atualização: 24/07/2017 14:53
     
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