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  FONTE - DIÁRIO CORUMBAENSE

  

 
Premiado diretor de fotografia, diz que o Pantanal é o lugar mais "belo do mundo"
Ricardo Albertoni em 11 de Agosto de 2017
Divulgação
Premiado fotógrafo e documentarista já fez trabalhos para grades canais e hoje realiza o sonho de apresentar um reality em que dá a volta ao mundo em um paramotor
“Deus quando criou o mundo começou por aqui, e depois continuou fazendo o nosso planeta, mas a inspiração inicial foi aqui aos pés da Serra do Amolar”. A frase é de alguém que viajou o mundo e registrou através de suas câmeras os mais variados tipos de paisagens a mais de 2 mil metros de altura em seu paramotor (uma adaptação motorizada do parapente). Este é Sylvestre Campe, fotógrafo e documentarista alemão nascido em Munique, formado em cinema pela Rhode Island School of Design, que mora no Brasil desde o começo dos anos 1990.
 
O premiado fotógrafo e documentarista já fez trabalhos para grandes canais do sistema GloboSat, CBS, Animal Planet e FRANCE 5 e hoje realiza o sonho de apresentar um reality com o nome de “Aéreas”, em que dá a volta ao mundo em um paramotor, captando imagens que são exibidas no canal OFF.
 
A convite do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), no fim de 2016, Campe esteve em Corumbá por cerca de dez dias e se apaixonou pela Serra do Amolar, formação rochosa localizada na fronteira do Brasil com a Bolívia, entre Cáceres (MT) e Corumbá. De acordo com o coronel Ângelo Rabelo, responsável pelas relações institucionais do IHP – organização sem fins lucrativos que atua na conservação e preservação do bioma Pantanal - a intenção em trazê-lo foi para reforçar a ideia de que o Pantanal pode ser visto como referência para o turismo contemplativo.
 
 
“É um privilégio para Corumbá receber alguém que é do mundo, um alemão-brasileiro, respeitado que nos dá o privilégio não só do seu olhar para produzir imagens, mas da sua projeção como cinegrafista e fotógrafo, levando as imagens do nosso município para o mundo inteiro através de um outro turismo, o de contemplação que é o que nos interessa nesse momento. Corumbá tem outras riquezas que podem ser contempladas, admiradas e podem ser transformadas em um negócio, que é esse turismo que não leva nada, ao contrário, deixa recursos, deixa admiração e leva para o mundo encantamento”, explicou Rabelo ao Diário Corumbaense.
 
Apesar de não ter sido a primeira visita de Campe à região, ele se mostrou encantado com o que encontrou, deixando clara sua preferência pela região pantaneira localizada no município de Corumbá. “Eu já vim muitas vezes para o Pantanal, sempre fico inventando expedições. Faço muitas séries para diferentes tv’s do mundo e o Pantanal pra mim é o lugar mais belo do mundo. Sempre que posso venho aqui. As pessoas falam muito de Bonito, mas eu acho o Pantanal daqui pra cima um espetáculo”, afirmou.
Anderson Gallo
Campe mostrou o funcionamento do equipamento para os alunos, ganhando de vez a atenção de todos ao ligar o motor de mais de 100 quilos de impulso
 
Um dos trabalhos produzidos no Pantanal poderá ser conferido em outubro no canal por assinatura OFF. A série gravada em 2016, chamada de 60 dias no Pantanal, conta a histórias de duas garotas que viajam pela região em dez episódios. O vídeo poderá ser conferido pelo aplicativo grátis do canal desenvolvido para celulares.
 
Ao todo, 13 pilotos das cinco regiões do Brasil participam desta expedição, além de equipe técnica. Quase 20 pessoas iniciaram a viagem pelos céus, desde Chapada Guimarães passando pela transpantaneira, o rio São Lourenço, rio Paraguai. Nesta sexta-feira, eles seguem para Forte Coimbra e depois para a região do Passo do Lontra.
 
Além da estrutura que o IHP possui na Serra do Amolar, foram disponibilizadas para os visitantes embarcações, além de ser montado todo um esquema de segurança e conforto para que eles pudessem trabalhar com muita qualidade.
 
Visita ao Moinho Cultural
Em sua rápida escala na cidade, Sylvestre Campe aproveitou para conhecer o Instituto Moinho Cultural. Ele acompanhou atentamente apresentações de dança, se encantou com a orquestra e aproveitou para compartilhar um pouco da sua história com os alunos durante uma conversa onde exibiu trechos inéditos de seu trabalho e mostrou o funcionamento do equipamento, ganhando de vez a atenção de todos ao ligar o motor de mais de 100 quilos de impulso.
Anderson Gallo
A diretora executiva do Moinho Cultural, Márcia Rolon apresentou o local ao visitante
Campe falou da importância da existência de um local que oferece cultura aos mais jovens. “Eu viajo o mundo inteiro gravando, faço muitas séries para o canal OFF da Globosat, mas saber que tem um polo cultural tão ativo no Pantanal, eu acho muito especial. Sou totalmente a favor de promover a Cultura, não só aquela música que a gente ouve hoje que muitas vezes tem uma letra grosseira, alta demais. É bom ter a cultura, de verdade, seja cultura folclórica, de música clássica, dança, cultura é tudo. Faz bem”, opinou.
 
Durante a apresentação do local ao visitante, a diretora executiva do Moinho Cultural, Márcia Rolon explicou a este Diário que receber pessoas com visão de mundo e possibilidades, enriquecem o conhecimento e elevam a autoestima das crianças e adolescentes atendidos no instituto.
 
“A gente sempre tenta trazer alguém de fora para mostrar uma visão de mundo e de possibilidade para as crianças. Além da grande oportunidade de ter contato com a música, a dança, tecnologia, é importante poder receber uma pessoa internacional que acabou de chegar do Alasca, e poder escutar um elogio, eleva a autoestima dos meninos. É sempre uma troca de conhecimento e também uma possibilidade para que eles vejam que o mundo não acaba aqui. O Moinho sempre trabalha com essa proposta de ser um hub, ou seja, um lugar em que as pessoas venham se alimentar de conhecimento e que todo mundo que estiver perto também possa retroalimentar o próprio projeto”, frisou.
Anderson Gallo
Além de se encantar com a orquestra do Moinho, o diretor acompanhou atentamente apresentações de dança
 
Sylvestre Campe
 
Fotógrafo e documentarista alemão, nascido em Munique em 1966, passou parte da infância e da adolescência velejando com a família e ajudando o pai a filmar documentários de viagem. Nasceu assim seu gosto pelos filmes de aventura, gênero em que se especializou. Especialista em filmagens em montanhas de gelo e rocha, dirige séries para canais de todo o mundo, com mais de 200 episódios realizados, Campe é vencedor de dois Emmy Awards, entre outros prêmios no Brasil e pelo mundo.
 
 
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