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Amplavisão

Amplavisão, Política • 21 fev, 2019

AMPLA VISÃO| A galinha, o porco e o nosso eleitor


OPORTUNO analisar o comportamento do eleitor brasileiro comparando-o aos papeis reservados à galinha e ao porco na composição do suculento e calórico ‘breakfast’ da mesa  matinal do povo americano – que acostumamos a ver no cinema. Pode até parecer uma comparação estranha, surreal, mas ao final o eleitor irá compreender e concordar com a linha de raciocínio. 

VEJAMOS: A galinha tem o papel meramente participativo na qualidade final do omelete através do fornecimento de seus ovos. Sua missão termina exatamente onde começou. Posta-se como eventual figurante desta cadeia de transformação alimentícia. Não é questionada sobre a qualidade do produto final e não há que se preocupar com as suas consequências. E assim a galinha segue a vida batendo asas com seu corococó. 

ENQUANTO isso ao porco cabe o papel decisivo e excepcional. Sua participação no evento é marcada pela ‘efetiva entrega’ da própria vida que gera o imprescindível toucinho. Sem ele, impossível compor a mesa do ‘breakfast’. Seu sabor é a marca inconfundível do bom omelete. Como se vê, o porco está realmente comprometido com esse processo alimentar. Digamos assim: morre literalmente por ele. 

O LEITOR já questiona neste tópico: “onde o eleitor entra neste cenário ou enredo?” Explico: o exercício do voto no Brasil é obrigatório mas o comparecimento é despido do sentimento de entrega, de efetivo envolvimento patriótico objetivando o bem estar da sociedade. O eleitor vota olhando apenas o próprio umbigo e só leva em conta os benefícios pessoais e imediatos que possa auferir. Não tem gesto de grandeza ou de sacrifício do porco em prol da qualidade do omelete. 

CONCLUSÃO: Sem o sentimento de entrega verdadeira do voto consciente, não há motivação para o exercício da vigilância e a cobrança prometida em palanque. Daí – para a passividade é um pulo! O eleitor brasileiro continua mais identificado com a postura da galinha. Já em relação ao comprometimento heroico do porco – jamais! “Brasil – um imenso aviário.” Eis aí um bordão interessante para o país. 

PODERO$O Não se preocupem: o Shopping dos Ipês da capital tem oxigênio próprio para aguentar crises e imprevistos. Seu dono – senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é empresário de peso e lidera a lista dos congressistas no quesito financeiro. O valor declarado de seu patrimônio é de R$389 milhões. O segundo senador mais rico é Oriovisto Guimarães (PODE-PR) dono do grupo de ensino Positivo: R$239 milhões. 

MUITO BOM! Com a nova previdência os políticos passarão para o Regime Geral, sujeitos as mesmas regras dos trabalhadores da iniciativa privada. Hoje a mamata é grande: eles (a) se aposentam aos 60 anos de idade ou 35 anos de contribuição. Como cada parlamentar recebe R$33.763,00, a aposentadoria equivale a R$11,5 mil por mês. 

TEMAS comentados do saguão da AL. Sobre a inclusão de MS no roteiro de visitas de Fernando Haddad (PT) (pra que mesmo?), um colega pontuou: Pode vir, mas tocar guitarra não. O cara é ruim demais! O outro olhar recaiu sobre os quilos extras do deputado Marcio Fernandes (MDB). Estresse e férias? Quanto a viagem do deputado Onevan de Matos (PSDB) à Terra Santa espera-se pelo milagre de um Onevan mais doce no seu retorno. 

“RENOVAÇÃO” Partidos políticos em baixa definham. Um deles, o MDB paga o estigma pela corrupção e caciquismo desde 1986 com o ‘Plano Cruzado’. Aqui fala-se em ‘renovação’ sob as bênçãos do ex-governador Puccinelli (MDB) e de Carlos Marun, Conselheiro da Itaipu Binacional. Pergunta-se: que tipo de liderança se encantará com suas propostas em tempos de sirenes e tornozeleiras eletrônicas da Lava Jato e Lama Asfáltica? 

PATRULHAMENTO Vivemos a praga do politicamente correto. Culpa do PT que tirou de nós o direito a opinar sobre determinados assuntos. O risco de ser chamado de racista, preconceituoso é enorme. Até o escritor Monteiro Lobato foi crucificado por criar a personagem Tia Anastácia que alegaram ser negra e discriminada na condição de empregada da família. 

ABSURDOS Em 2011 a Caixa Econômica Federal usou num filme um ator branco interpretando Machado de Assis (filho de negro com uma portuguesa branca). O fato atraiu a reação de entidades -apesar do escritor ser apenas moreno e não negro. Sob pressão, a Caixa suspendeu a campanha substituindo o personagem de Machado por um ator negro. Imagine o Pelé jogando hoje e sendo chamado de ‘negão’. 

PROMETE o embate contra a Energisa. Conferir hoje a conta de energia é igual abrir a notificação da Receita Federal: só calafrio. Neste ritmo até a luz no final do túnel deve ser apagada. Juridicamente não vejo chances de reverter porque a fixação dos critérios das tarifas é exclusividade das agências reguladoras criadas no ‘Governo FHC’. Aliás, nosso ex-presidente sociólogo – com suas aposentadorias – não se estressará por isso. 

OS POLÍTICOS estão agarrando essa oportunidade de mostrar serviço e ganhar visibilidade na mídia. Certíssimo eles! Mas só o argumento emocional não se sustenta frente aos intricados aspectos jurídicos e técnicos do caso. Só para refrescar a memória: aquela CPI contra a Enersul foi vitoriosa porque tinha notável assessoria técnica. Outra CPI seria o rumo certo e o presidente da Assembleia, deputado Paulo Correa (PSDB) entende bem do assunto e pode ajudar a fazer a diferença. 

PÉROLA machista de Luciano Bivar, presidente nacional do PSL sobre a cota das mulheres nas candidaturas: “…Se os homens preferem mais política do que a mulher, está certo, paciência, é a vocação. Se você fizer uma eleição para bailarinos e colocar uma cota de 50% para homens, você ia perder belíssimas bailarinas, porque a vocação da mulher para bailarina é muito maior do que a de homem.” 

PREVISÍVEL. A Guarda Municipal da capital foi criada para fazer a vigilância de prédios públicos, fiscalizar parques, jardins e bens de domínio público. Depois a atribuição foi estendida para a função de polícia administrativa, fiscalização do transito, realizar apreensões, detenções e atuações. Ora! A Polícia Militar não gostou da concorrência e defendeu a exclusividade das atribuições e venceu na Justiça. 

“PLIM…PLIM” Uma farsa a cobertura da grande mídia dando destaque as intrigas ou picuinhas palacianas em prejuízo as prioridades que o país necessita, como a Reforma da Previdência. Ainda bem que existem as mídias sociais onde gente responsável mostra sua indignação com comentários abalizados e esclarecedores. O império do ‘Plim Plim’ não pode continuar pensando e decidindo por nós. 

PESQUISA é igual horóscopo: incrédulos ou não todos curtem. O Instituto Ranking de Pesquisas ouviu 500 pessoas em Dourados nos dias 15 e 16 deste mês para saber como anda a opinião do eleitor em relação a sucessão municipal. A gente sabe que é cedo, mas é valido apresentar os principais nomes do cenário douradense. Confira. 

ESPONTÂNEA: Marçal Filho 14,60% – Barbosinha 6,80% – Geraldo Resende 3,60% – Renato Câmara 2,40% – Délia Razuk 1,60% – – outros 1,20% . Brancos, nulos e indecisos totalizaram 69,80% – número compatível com a época das pesquisas. 

ESTIMULADA: Marçal Filho 24,20% – Barbosinha 12,40% – Geraldo Resende 8,40% – Renato Câmara7,80% – Délia Razuk 4,80%, Murilo Zauthi 3,20%. Brancos, nulos e indecisos somaram 39,20%. A pesquisa foi efetuada em conformidade com a Justiça Eleitoral (art. 33 da Lei 9.504/97 e do TSE 23.549/2017). 

“CONFUSÃO” Que bom seria se o Ministério Público Estadual adotasse a mesma consideração com as vítimas idosas como tem com as aves e animais. Venância Flores, aos 91 anos de idade, passa a ser apenas mais uma vítima na estatística dos absurdos. Atropelada e morta em 13/09/2017 por um carro dirigido pela mulher do procurador do MPE Gilberto Robalinho da Silva – configurou um caso indigesto. 

PAÍS BOSTA A cena do crime foi alterada pelo procurador Robalinho (que alegou confusão) e isso deve implicar no mérito do julgamento do caso inclusive. Mas o procurador geral do MPE Paulo Passos conseguiu do Tribunal de Justiça decisão favorável para não configurar fraude processual contra Robalinho. Mas questiona-se: não deveria a OAB-MS – através da Comissão de Direitos Humanos ter se manifestado ou mesmo intervido no caso? Ou seria desgastante se contrapor ao Ministério Público Estadual? Com a palavra o presidente Mansour Karmouche. 

A prosperidade de homens públicos prova que eles lutam pelo progresso do nosso subdesenvolvimento. Stanislaw Ponte Preta




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