Campo Grande, 15 de junho de 2019

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Amplavisão

Amplavisão, Política • 13 dez, 2018

AMPLA VISÃO| MDB sobreviverá sem Puccinelli?


A ESCOLHA Para os deputados estreantes na Câmara 2 modelos a seguir: o primeiro de Carlos Marun (MDB) que adotou a fidelidade partidária ( e se deu bem) dando as costas à opinião pública. O segundo de Fábio Trad (PSD) sintonizado com o texto legal e o clamor social, além de seu preparo. Estilos opostos: Marun: volume e barulho; Trad: conteúdo e discrição. 

O NOVELO Os casos de Ladário e Dourados não seriam os únicos em matéria de safadeza. Se puxar o fio deste novelo vai aparecer ‘mágicas cavernosas’ nas relações entre prefeitos e vereadores em muitos municípios. Ao que parece o Ministério Público deve estender essas investigações sobre diárias, verbas de representação e assuntos relacionados a licitações tipo ‘carta marcada’. 

AS RELAÇÕES entre Executivo e Legislativo por aí seguem o mesmo roteiro: os vereadores dificultam a vida do prefeito para colher facilidades. Com o dinheiro do duodécimo repassado pontualmente os vereadores tratam logo de gastá-lo custe o que custar. E tem mais: vereadores exigem um mensalinho do Executivo através de mecanismos diversos. 

O GOLPE Segundo ouvi no saguão da Assembleia Legislativa, o Ministério Público Estadual estaria colhendo material para apurar eventos promovidos por uma entidade representativa de vereadores do Estado. Tais eventos de duvidoso proveito técnico, teria como objetivo maior justificar o recebimento de diárias dos vereadores participantes. Seria a chamada indústria de diárias com direito a diplomas e certificados. 

LIGEIROS Muitos vereadores interioranos de primeiro mandato podem até continuar tendo dificuldades em dar o nó perfeito na gravata. Só na gravata – repito – porque em matéria de esperteza surpreendem com o aprendizado rápido apesar da pouca cultura. A grande maioria abandona a profissão original para a dedicação exclusiva à vereança. Mas esquecem: a suculenta teta é temporária. 

JARDIM Com 11 vereadores, a Câmara Municipal é beneficiária do repasse mensal do Executivo da quantia de R$240 mil. Cada um deles ao custo mensal R$22 mil. Muito ou pouco diante do potencial do município e das atribuições de suas ‘excelências’? Conta-nos o presidente do legislativo Fernando Ramos (PSDB) que neste ano devolverá R$240 mil ao Executivo. 

LEGAL x MORAL Esse confronto nasceu com os princípios da ética de Aristóteles e pelo que se vê o direito absorveu a concorrente. Os governantes estabelecem suas leis em proveito próprio. Dane-se moral, ética e cia. O exemplo do STF como referência para todos – de todos os poderes em níveis diferentes. O raciocínio dos vereadores é simples: se eles podem, porque não posso? É a aposta na memória fraca da sociedade. 

CAGÕES Quando foi que a sociedade brasileira, sem bandeira partidária, saiu às ruas para protestar? Foi em 2013 contra a corrupção. Quando se vê os franceses fazendo o enfrentamento com gana e coragem, passa pela gente um sentimento de covardia e falta de patriotismo. Nem mesmo o ufanismo pelo futebol (hoje medíocre do Tite) consegue sacudir nosso povo. Quem sabe o futuro presidente Bolsonaro consiga reverter. 

‘RED BULL’ Agora energizado, o deputado eleito Londres Machado (PSD) centra suas observações no ‘Planalto’. Acha que o presidente Bolsonaro (PSL) deve mesmo conversar com as agremiações partidárias – afinal elas ‘irrigam’ os parlamentares com o fundo partidário. De nada adiantam bons projetos sem apoio parlamentar para a necessária aprovação. Sobre a política da terra evitou manifestar. Não insisti. 

EU SABIA! Claro, tudo dependerá do futuro carcerário do ex-governador Puccinelli (MDB). Mas o futuro presidente do diretório do partido deverá ter o perfil ou estilo de Puccinelli. Daí que essa deverá ser a missão de Carlos Marun, deputado licenciado e que a partir de 2019 não terá mandato parlamentar. No saguão da Assembleia Legislativa a opinião: ‘André e Marun se parece, logo se complementam’. 

QUESTÕES As últimas derrotadas consecutivas do MDB no Estado e capital são sinais de que além do desgaste em nível nacional, o partido envelheceu e se desgastou. Há muitos anos que todas decisões partem de Puccinelli ou do atual senador Moka. Com maioria no diretório eles ditam as normas e sufocam tentativas de renovação. Aliás, lembra o que vem ocorrendo no PT Guaicuru. 

RENOVAR? Se a senador Simone Tebet (MDB) e o próprio deputado Jr. Mochi (MDB) não conseguem impor suas ideias, o que esperar dos 4 deputados estaduais, vistos como simples pupilos do ‘tio André’. Convenhamos: a derrota do ex-deputado Edson Giroto (PR) na vitória de Alcides Bernal (PP) parece não ter servido de lição a cúpula do MDB. Os tempos, definitivamente mudaram. Cuidado com os celulares! 

APOSTA do MDB Guaicuru seria a eleição de Simone Tebet a presidência do Senado. Uma aposta que até pode ocorrer por força da conjuntura nacional. Mas se isso não ocorrer, seria mais um fator agravante contra o partido no Estado e inclusive colocando em risco a reeleição da senadora, até aqui com atuação opaca. Seu desgaste respingou na votação ( 2.846 votos – 6º lugar) de seu marido – deputado Eduardo Rocha (MDB) em Três Lagoas. 

FIM DE FEIRA O que não faltam são discursos lamurientos de deputados que não se elegeram na Assembleia Legislativa. Sabe como é: o osso é saboroso. Na outra ponta o deputado Zé Teixeira (DEM) consolida sua costura para continuar na 1ª. Secretaria. Já o deputado Picarelli (PSDB) batalha para conseguir uma boquinha na Assembleia Legislativa ou no próprio Governo. Deve conseguir. 

PERA LÁ! Engenheiro civil e empresário o vice governador eleito Murilo Zauith (DEM) ocupará a poderosa Secretaria de Infra Estrutura. Terá 2 anos para mostrar serviço. Se o governador Reinando (PSDB) deixar o cargo para tentar o Senado, Murilo assume e pela lei pode ser candidato a reeleição. É bom levar a sério essa hipótese. 

MANDETTA Nosso futuro ministro da Saúde – apesar do tiroteio feroz da imprensa esquerdopata – vai se saindo muito bem nas entrevistas abordando vários aspectos que envolvem a nossa saúde. Ao ‘Globonews’ foi feliz dizendo que a presença de políticos no ministério impediu a continuidade dos projetos. Sem mandato em 2019, estará livre e solto para um bom trabalho. 

BOLSONARO Provoca arrepios na petezada colada nas tetas oficiais. Imaginem que existem dezenas deles ganhando altos salários na estatal do ‘Trem Bala’ que não existiu e não vai existir. Acabar com a Infraero através da privatização dos aeroportos será outra medida que já incomoda o ‘Lulapetismo’. A aceitação de suas propostas de governo por 85% da população é fruto desta coragem de virar a mesa. 

ALELUIA!!! A estrada é longa. Sua aprovação depende de 308 votos a favor nos 2 turnos. Mas só em 2019. Após um ano de espera, a aprovação pela comissão especial, da Proposta de Emenda a Constituição é uma luz para acabar com o foro privilegiado de 55 mil ‘autoridades’. Ficariam beneficiados só o presidente da República e o vice; e os presidentes da Câmara, do Senado e do STF. 

PEPINOS Ônibus lotados sem ar e terminais deteriorados – seguidos de insegurança e drogados nas ruas, além de taxa de lixo, IPTU, UPAS lotados e carência de médicos pediatras são os maiores problemas da capital pelos números da Ranking Pesquisas. Mesmo assim a aprovação do prefeito Marquinhos (PSD) é de 77,79%. 

AVALIAÇÕES Na mesma pesquisa o governador Azambuja (PSDB) obteve 40,16% de ótimo/bom – 18,33% de regular – 15,16% ruim/péssimo e 9,10% não sabem/não responderam. Pior foi o presidente Temer (MDB): 7,25% ótimo/bom – 20,41% regular, 64,08 ruim/péssimo e 8,26% não sabem/não responderam. Câmara da capital levou 36,16% ótimo/bom – 33,41% regular – 19,75% ruim/péssimo – 10,68% não sabem/não responderam. 

ARREMATE O que o contribuinte acha do festival do aumento de salários dos nossos gloriosos servidores dos 3 poderes? Com mais de 10 milhões de desempregados essa não é a hora disso. Justo Veríssimo e a Lei de Gerson imperam. O questionamento vale para os nobres vereadores de Campo Grande e todos os integrantes da administração municipal. Não convém brincar com a nossa memória. 

A vingança é uma espécie de justiça selvagem. (Francis Bacon)




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