Campo Grande, 15 de junho de 2019

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Artigos • 20 mar, 2019

Artigo: “O Lago do Amor está morrendo”


Os campo-grandenses devem se mobilizar com a finalidade de salvar o Lago do Amor, um dos cartões de visita de nossa capital, a nossa querida Cidade Morena, admirada pelos seus moradores, mas principalmente pelos visitantes do País e do exterior. A matéria publicada na edição de ontem do Correio do Estado expõe claramente a preocupação em relação aos dois lagos ainda existentes, mas que agoniza a olhos vistos simplesmente pela falta de manutenção e, por que não dizer, pelo descaso com que são tratados. O lago do Rádio Clube Campo, que embelezava e encantava aquela região, sucumbiu; faltou sensibilidade para que pudessem salvá-lo, a solução encontrada foi sacrificá-lo. Lamentável.

A começar por sua denominação, o Lago do Amor sempre exerceu um fascínio a milhares de pessoas que diariamente transitam por aquela região, como os estudantes, os funcionários e professores da Universidade Federal, que não se cansam de admirar os encantos que a natureza proporciona, como as plantas aquáticas, as aves, as magníficas capivaras que ali procriam e que atraem as atenções de todos, principalmente das crianças, pois, se trata de uma visão atípica, uma mistura de cidade com a vida selvagem que tocam a sensibilidade e a imaginação delas.

Contudo, este belo cenário parece estar fadado à morte, pelo descaso com que é tratado. O Correio do Estado, em sua edição de 14/9/2017, publicou um artigo intitulado “O Lago do Amor Pede Socorro”, porém, para nossos gestores, tal matéria não teve a recepção que a sociedade esperava e, decorridos um ano e meio, nenhuma providência foi tomada, ao menos para minimizar a situação. Slogan do tipo “Vamos Preservar o Meio Ambiente” são frequentemente vistos em placas publicitárias oficiais, porém, sem sentido prático, e como se estivessem administrando um patrimônio particular, e não um bem público que corre o risco de sucumbir.

Está passando da hora de a sociedade se mobilizar, o corpo docente da Universidade Federal, os estudantes, os funcionários, as organizações representativas de toda a classe trabalhadora, a Câmara Municipal, que abriga os representantes do povo, as igrejas, unidos, devem levantar em uníssono a nossa voz em defesa dos patrimônios que nos pertencem, mas que estão tristemente abandonados. Aos nossos estudantes, fica o apelo para que salvem o meio ambiente como um todo, pois, a vida das aves, répteis, peixes e outros animais corre risco de extinção.

Partindo do princípio de que a união faz a força, a comunidade universitária do entorno do Lago do Amor tem condições de sobra para prover tão importante cartão-postal dos meios necessários para a operação de salvamento, basta vontade e coragem para pressionar a quem de direito tem a obrigação de zelar por toda a comunidade. Tenho absoluta certeza de que o envolvimento de todos seria a maneira de provar o amor à nossa tão decantada e querida Cidade Morena.

Benedito Rodrigues da Costa




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