Campo Grande, 15 de novembro de 2018

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Artigos, Brasil • 16 jun, 2018

Cristiano Ronaldo é uma criança séria, um garoto velho


 

Cristiano Ronaldo é uma criança em quase tudo: na alegria de fazer gols (uma ocorrência, para ele, banal, mas que continua a encantá-lo), na ganância de jogar e até num certo egoísmo infantil.

Mas ele não brinca. É uma criança séria. Um garoto velho. Não é difícil gostar dele. E, no entanto, algumas pessoas não gostam. Imagino que tenham de fazer um esforço muito grande.

Por outro lado, não é fácil gostar de espanhóis. Os próprios espanhóis não gostam de espanhóis. Quase não há espanhóis que queiram mesmo ser espanhóis, como se sabe. Galegos, bascos e catalães, por exemplo, não querem.

Provavelmente por isso, o hino espanhol não tem letra: para não se perceber que eles falam línguas diferentes. Só há duas maneiras de unir aquele povo em torno de uma canção: ou a letra é em esperanto, ou a música não tem letra. Eles optaram pela segunda hipótese.

Em 1494, Portugal e Espanha dividiram o mundo entre si. Portugal escolheu ficar com o Brasil. A Espanha preferiu ficar com o resto da América toda.

Ainda hoje o mundo ri dessa burrice espanhola. E por isso eles violam esse acordo sempre que podem.
Nesta sexta (15), no lance do primeiro gol da Espanha, Pepe –o melhor jogador português da história nascido em Maceió, Alagoas– sofreu falta de Diego Costa –o melhor jogador espanhol da história nascido em Lagarto, Sergipe.

Depois, o atacante nascido no Brasil dançou à frente dos nossos zagueiros durante um período de tempo que na altura me pareceu ser de duas semanas e meia.

Ora, que um brasileiro se naturalize português é perfeitamente natural e aceitável. Somos irmãos que falam a mesma língua, e falar o mesmo idioma é a maior forma de fraternidade.

Mas naturalizar-se espanhol não é apenas uma falta de gosto: é também uma violação do tratado de Tordesilhas.

D. João 2º de Portugal fez a escolha certa; D. Fernando 2º de Aragão foi enganado. Faz sentido que, mais de 500 anos depois, continue pagando por isso.

O Brasil é o único país não europeu que tem hipótese de, um dia, ser campeão da Europa.

Há de haver um ano em que uma seleção europeia se sagrará campeã da Europa jogando com 11 jogadores nascidos no Brasil. É mais do que justo que seja Portugal.

Por Ricardo Araújo Pereira 

Fonte – Blog do Zé Beto




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