Campo Grande, 26 de novembro de 2020

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Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 19 nov, 2020

Depois das eleições


(por Claudio Henrique de Castro ) –

  1. Apesar do fim das coligações partidárias ocorrido em 2017, ainda tivemos vereadores eleitos com menos votos que candidatos que não entraram – a bizarrice do cálculo do quociente eleitoral continua;
  2. A chamada postura de Centro não existe, é uma denominação para acobertar setores camaleões, para dizer que são moderados e coisa e tal;
  3. O Centrão cresceu como fermento no bolo da vovó; partidos do toma-lá-dá-cá se apoderaram de municípios importantes e, no geral, aumentaram a influência;
  4. A Direita Radical encolheu, Bolsonaro contaminou seus aliados com a derrota;
  5. A Esquerda reduziu seus quadros em todo o Brasil. A esperança é São Paulo, que poderá ser governada pelo PSOL;
  6. Deputados estaduais e federais vão acomodar seus interesses aos novos prefeitos e vereadores, com o tradicional repasse de verbas por apoios explícitos seguindo o conhecido lema “para você sorrir, tem que me fazer sorrir primeiro”;
  7. Senadores olham impávidos do alto dos seus oito anos de mandato tudo que está acontecendo, salvo os que podem dançar em 2022, mas isto é detalhe;
  8. Prognóstico para 2022? Os Bolsonaros e o entorno sabem que o fim está próximo, salvo um golpe de Estado que não está descartado pelo Palácio do Planalto;
  9. Saíram fortalecidas as bancadas BBBB, (Bala, Bíblia, Bola e Boi), que prosseguem elegendo novos personagens com o “novo” discurso contra a corrupção, pela pena de morte, o agro é pop (risos), contra o aborto, contra as minorias e muito mais, do mesmo;
  10. Astrólogos do Planalto predizem que 2021 e 2022 serão dois anos de negação: da ciência, do sistema eleitoral e das urnas eletrônicas, da pandemia, das vacinas e da Economia;
  11. As estatísticas apontam que em 2035 o Brasil terá a maioria da população neopentecostal e daí…a política;
  12. O desemprego e as contradições de um discurso do estado mínimo que deixa o povo às feras não conseguiram convencer parte do eleitorado em não apoiar candidatos neoliberais que não estão nem aí para as injustiças sociais do Brasil, segue o baile;
  13. Se o eleitor é ignorante e não sabe votar, veremos o que os prefeitos que sempre prometem o mundo e os fundos farão com orçamentos municipais cada vez menores;
  14. Os vereadores eleitos passarão pelos primeiros desafios: saber quem nomear em seus gabinetes e dar uma repaginada no visual;
  15. Alguns setores de minorias foram eleitos, o que significa que o Brasil pode estar mudando para combater o discurso do ódio que foi tão vitorioso em 2018.



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