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Artigos • 07 set, 2018

A discrepância entre os salários públicos e privados


No Brasil, em média, um servidor público ganha quatro vezes mais do que um trabalhador doméstico; 2,6 vezes mais do que um trabalhador que não tem carteira assinada; 2,2 vezes mais do que um pessoa que trabalha por conta-própria e 65% a mais do que um alguém com carteira assinada. Lembrando que são os impostos pagos por todos eles que mantêm todo o setor público brasileiro e pagam esses salários.

Quando se diz isso, a primeira reação é afirmar que estão sendo comparadas laranjas com bananas, porque a qualificação pode ser muito diferente. Essa é uma crítica válida.

Mas aí o Banco Mundial fez um estudo que compara o salário de servidores públicos com o de trabalhadores da iniciativa privada com qualificações iguais, exercendo a mesma função e com o mesmo tempo de experiência.

A conclusão foi de que, em média, um trabalhador público da União ganha em média 65% mais do que um trabalhador equivalente na iniciativa privada, isso sem contar a diferença de benefícios, como aposentadoria e férias, e sem contar os benefícios mais grotescos que alguns recebem.

A grande questão é que houve uma inversão de valores no Brasil. Servir ao público é o conceito atrás de servidor público — e é uma das coisas mais nobres que existe. Mas há um grupo muito grande que inverteu a lógica e acha que servir-se do público é um direito, uma vez feito um concurso. Isso é uma mentalidade que precisa mudar.

Ricardo Amorim – para Gazeta do Povo 




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