Campo Grande, 21 de agosto de 2018

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 08 ago, 2018

A grama do vizinho é mais verde… e faz milagres!


Quero fomentar uma reflexão em relação à estrutura e solidez de mercado, valorização, desvalorização de moeda e a segurança onde é feito o investimento ou a origem do recebimento de ativos, fazendo um comparativo entre Brasil e Estados Unidos.
Projetar a empresa no mercado americano significa que o empresário está atuando em várias frentes, o que é excelente porque além da margem de lucro maior, ele não sofre com a oscilação da economia como ocorre hoje com quem atua somente no Brasil. E quando passam a internacionalizar os produtos as instituições crescem, prosperam e passam a ganhar mais lá fora… e o resultado? Deixam o Brasil fechando vagas de emprego e isso é apenas um dos muitos impactos negativos.
A busca da internacionalização também é uma forma de tentar escapar das altas taxas praticadas pelo governo brasileiro que impede o crescimento. Infelizmente, há um certo momento que o empresário sabe que se aumentar a estrutura e consequentemente os ganhos, será ainda mais taxado. Estamos falando de um ambiente completamente desmotivador para quem empreende. Há uma estagnação porque o País não injeta dinheiro e não deposita segurança (crédito) para quem está aquecendo a economia.
E quem fica segue massacrando o consumidor com juros altíssimos, afinal, impossível se manter no mercado se não for desta forma. Separei um exemplo para ilustrar parte deste caos para qual evoluiu o Brasil. Em 1996, um Santana modelo 97, completo, considerado então um modelo de luxo e preferido pelos executivos, custava em torno de R$ 18 mil. Na época, o dólar estava em torno de R$ 1,04 a R$ 1,03, praticamente um por um. Se pegarmos um veículo com o mesmo perfil, como o Corolla, também do mesmo ano de fabricação só que vendido nos Estados Unidos, nos deparamos com o preço de US$ 12.728, ou seja, o veículo da Volkswagen custava US$ 6 mil a mais.
Trazendo este cenário para 2018, um Corolla 0 km nos Estados Unidos, modelo já do próximo ano, custa US$ 14,9 mil, apresentando uma valorização em torno de US$ 2 mil. O que era em 1996 sofreu pouca alteração em relação aos valores atuais.
Agora vamos viajar até o Brasil. O mesmo carro, em 1996, era vendido por US$ 18.990 e hoje é comercializado nas concessionárias por R$ 115 mil reais, praticamente dez vezes mais. Uns podem falar que agora o dólar está 4 para 1, resultando então em US$ 25 mil, então qual seria o motivo? Mesmo que seja considerado a desvalorização da moeda, o que houve de lá pra cá? Para que houvesse essa explosão do preço?
Por tudo o que citei, e além de uma série de motivos, dolarizar traz muitos benefícios e segurança e esse exemplo do carro serve para ilustrar. Colocar um produto no exterior significa conquistar uma certa estabilidade que não existe no Brasil.
Internacionalizar o seu currículo, seu serviço, produto, empresa é possível para conseguir fugir de uma variação muito grande, se estruturar de forma homogênea.
E mesmo que haja uma crise, ou uma supervalorização, a sua moeda de recebível é estável. Você vai estar em equilibro independente da situação.
Daniel Toledo é advogado, sócio fundador da Loyalty Miami e consultor de negócios.



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