Campo Grande, 22 de novembro de 2019

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Artigos • 26 set, 2019

A histeria coletiva dos ambientalistas é um desserviço para a humanidade ( artigo)


 

Ha diferenças de pensamento sobre as questões do clima. Mistura-se ciência com política e o resultado é o mesmo que se vê na economia: mistificação e irracionalidade psicótica.

Diferenças de opinião provam apenas que alguém precisa rever suas premissas. Não importam as opiniões divergentes, pois quem tem a última palavra, invariavelmente, é a realidade. Realidade não é o que nossas opiniões decretam, ela antecede e dispensa nossas opiniões.

Há mais de 50 anos todas as opiniões de cientistas ligados à causa ambientalista foram refutadas, não pela opinião de seus opositores, mas sim por fatos apresentados pela própria realidade.

Um axioma metafísico diz que querer não faz aquilo acontecer. Por mais que os ambientalistas queiram que os cataclismas ocorram para provar seus piores temores, nada do que vaticinam se realiza.

A pobreza no mundo cai vertiginosamente, os problemas climáticos são naturais e não provocados pelo homem, a poluição se propaga exatamente porque os ambientalistas, em sua grande maioria, são avessos à propriedade privada e à privatização de áreas hoje devolutas.

A Europa e os Estados Unidos devastaram suas florestas, mas viver lá é melhor do que viver na selva amazônica, sujeito à malária, febre amarela e à peste bubônica.

Há 200 anos, quando a Revolução Industrial começava, os ingleses respiravam carvão literalmente, as crianças trabalhavam longas horas. Se tivessem ambientalistas malucos naquela época, talvez a Revolução Industrial não avançasse e as crianças, como todos os demais, tivessem que voltar para o campo para continuar vivendo até os 39 anos em média, na miséria.

Mas não, eles persistiram e superaram os problemas com o uso da razão, da ciência, da engenharia, da medicina e com um apego incomum à liberdade.

Em pouco tempo, as crianças nem trabalhar mais precisavam, já podiam se dedicar exclusivamente aos estudos, sendo que o trabalho infantil acabou proibido em alguns países, o que é uma pena, pois o trabalho educa para a produtividade e a independência.

A histeria coletiva que assola jovens idealistas e velhos ideólogos é um desserviço para a humanidade, para o planeta, para a vida.

A estúpida ideia do conceito de desenvolvimento sustentável abarca exatamente o contrário, propaga na verdade desenvolvimento retardado, ou seja, os niilistas querem que se dispense todo o potencial produtivo que o homem é capaz de realizar, diminuindo a miséria, substituindo a escassez pela abundância, em nome de um naturalismo romântico digno de saudosistas rousseaunianos.

Destruir a cognição através do emocionalismo contido nos discursos infanto-juvenis de crianças e adultos, destruir a nossa capacidade de pensar através da perversão da linguagem, dos conceitos, da integração destes para a formação de abstrações e ideias que permitirão o melhor entendimento da realidade, da natureza, de nós mesmos, têm sido as armas dessa nova esquerda, embalada nos pensamentos dos pós-modernistas franceses.

Uma esquerda que veste branco, que veste verde, mas que tem no seu âmago a velha e encarnada cor da violência, do ressentimento, o vermelho da raiva e do sangue que caracterizaram o coletivismo estatista que buscava a utopia da igualdade avançada apenas nos campos da morte na União Soviética, na China, em Cuba, na Coreia do Norte ou no Camboja.

Jovens que sentam em confortáveis sofás, que acessam internet com alta velocidade, que têm calorias garantidas por gerações à frente, querem que o mundo desacelere para que possam satisfazer suas teses, enquanto milhões de crianças como elas esperam esfomeadas que o capitalismo chegue até elas.

Onde o capitalismo chegou, bilhões de miseráveis foram colocados de pé e passaram a viver como merece todo ser humano que se educa e trabalha para criar e manter valor para a busca da sua própria felicidade.

Por Roberto Rachewsky, publicado pelo Instituto Liberal




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