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Artigos • 31 maio, 2019

IMPOSTOS – Subtraindo, multiplica!


Segundo definições, o imposto é uma contribuição imposta pelo poder
público a fim de poder arcar com as despesas públicas. Historicamente, o
percentual de impostos sobre tudo o que se produz no país, tem sofrido
constantes elevações, o que tem dificultado a administração dos preços
das mercadorias e serviços aqui praticados, e, uma certa desconfiança do
mercado internacional quanto a segurança de aqui investir.

Na tentativa de sensibilizar os gestores da economia do país, diversos
postos de combustíveis espalhados pelo Brasil, resolveram instituir o Dia
sem Imposto, onde a gasolina foi vendida a R$.2,50 o litro – significando
que esse seria o preço do combustível sem a elevada taxa de impostos
que incide sobre o produto taxado em mais de 40% e que está levando um
número cada vez maior de fechamento de postos de combustíveis pelo
país, onde a justificativa dos empresários é de que a margem de lucros do
negócio deixou de ser há muito tempo, uma atividade lucrativa.

Claro está que o empirismo dos empresários do setor deve ser levado em
consideração, até porque, não se trata de um problema apenas regional, e
sim, de todo o país. Em entrevista recente à imprensa da capital, o presi-
dente do sindicato da categoria, expos sua preocupação ante um número
cada vez mais crescente de fechamento de postos de combustível nesta
capital, gerando desemprego, e, até mesmo falências. Situação que reflete
de maneira negativa também, na geração de impostos.

Ao que tudo indica, o atual Ministro da Economia deverá encarar um
enorme desafio para tentar diminuir o impacto do preço dos combustí-
veis na vida dos cidadãos, que não têm como suportar o crescentes rea-
justes impostos pela Petrobras, que detém o monopólio do setor, mas que
sofreu um processo de desmonte financeiro praticado por um grupo de
políticos e empresários inescrupulosos e corruptos. Será que não seria
possível imaginar uma solução doméstica para esse grave problema?

Participar, propor e sugerir, faz parte da obrigação de todo e qualquer
cidadão, e, diante desse terrível impasse, os nossos gestores deveriam
elucubrar a respeito da supressão dos impostos sobre todos os derivados

do petróleo, e, ao invés de se recolher impostos, o valor correspondente
estaria sendo injetado de imediato na economia, incrementando a
geração de emprego, diminuindo consideravelmente o elevado índice de
desemprego, e com a moeda circulando normalmente, fazendo com que a
roda da economia fosse impulsionada com maior velocidade. Seria para o
governo federal, uma espécie de compensação financeira.

Em qualquer governo, em qualquer país, a solução sempre encontrada
para resolver as crises, foram e são a criação de impostos; por que não
inovar? Por que não ser criativos? Vamos contingenciar o imposto sobre
os combustíveis, para incentivar os empresários e trabalhadores para que
readquiram suas capacidades de criar e de empreender para o bem do
Brasil, e, quem sabe, servir de modelo aos países em crise.

BENEDITO RODRIGUES DA COSTA
Economista




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