Campo Grande, 26 de novembro de 2020

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 17 nov, 2020

A nossa política precisa ser oxigenada


As eleições municipais são tão importantes quanto as eleições majoritári-
tárias, ou talvez, até mais importante, eis que é nos municípios que estão
estabelecidos os cidadãos e suas famílias, com toda estrutura necessária
para o desenvolvimento econômico e social da cidade e região. É neles
que são gerados os impostos que mantêm a máquina pública em funcio-
namento para a elaboração de projetos visando a melhoria de condições
de vida de toda população.

O resultado desta eleição, deixou claro que a população priorizou os can-
ditados e candidatas mais jovens, justamente por conta da qualidade de
suas propostas, e, por estarem próximos da coletividade onde vivem e
convivem com os problemas que afligem a população como um todo. Os
jovens candidatos de primeira experiência eleitoral, não devem desanimar
com a derrota, muito pelo contrário, fora da disputa, devem procurar seus
companheiros de partido, motivando uma constante mobilização, incenti-
vando os jovens de outras agremiações para fortalecimento de uma nova
ideologia a ser divulgada.

O atrelamento de candidaturas dos jovens se torna prejudicial a implanta-
ção de nonas ideias, porque as instituições políticas estão viciadas com as
velhas práticas do jogo duro do poder, não dando oportunidade ao surgi-
mento de novas lideranças interessadas na alternância do poder, que por
sinal, é muito salutar para a administração pública em todos os seus níveis
de governo. As ideias, as sugestões etc… devem partir da base, e não do
cume das instituições. O momento é importante para o engajamento dos
jovens nesse movimento, que deve focar as nossas universidades.

Os políticos ao atingirem os 6º anos de idade, e com 3 ou 4 mandatos, já
estão acomodados, resguardando as suas energias para as próximas dis-
putas eleitorais. O trabalho desses jovens deve consistir na conscientiza-
ção da população em aposentar aqueles que já deram suas contribuições
à sua comunidade, cedendo lugar aos jovens, que não devem temer as
responsabilidades na condução de um cargo que lhe couber por direito,
até porque, ningueém nasce sabendo, e, nada melhor do que colocar suas
ideias em prática. Daqui há dois anos, elegeremos O Presidente da Repú-

blica, Os Governadores, Senadores e Deputados Federais. É de se esperar
que os jovens estarão nessas disputas, com muita disposição.

É sem dúvida alguma, uma excelente oportunidade de dar início a extin-
ção das capitanias hereditárias, há séculos incrustadas na política brasilei-
ra por várias gerações, onde o povo paga um alto tributo para manter fa-
mílias inteiras no poder, enriquecendo através de polpudos salários e altas
mordomias, sem se preocupar com o aumento da pobreza e da miséria do
povo que ano a ano cresce vertiginosamente. A experança das pessoas
mais experientes, está nessa juventude, nessa geração.

Basta um olhar crítico e uma análise mais apurada, para chegar a conclu-
são de que, sem mudanças estruturais na ordem política e social do país,
enfocando o grave problema da miséria, do atendimento precário da saú-
de pública e da educação, para apoiar o sentimento de mudanças basea-
das na ética, na moral e nos bons costumes.

BENEDITO RODRIGUES DA COSTA
Economista




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