Campo Grande, 18 de setembro de 2020

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 01 abr, 2020

PRECISAMOS MELHORAR


A aurora de 2020 trouxe consigo um novo – e letal – vírus. Partindo de uma cidade chinesa, em poucas semanas alcançou praticamente os quatro cantos do mundo, colocando em xeque a humanidade.

Em diversos países os chineses passaram a ser vítimas dos mais brutais atos de discriminação e agressão – ao fim do cabo, o vírus assassino teria saído da China. Realço que o termo “agressão” não deve ser tomado de forma leve: estamos a falar de violentas surras, repletas de chutes, socos e pontapés.

Surgiram os aproveitadores mais vis. Foi assim, por exemplo, que na Espanha descobriram gente vendendo singelas máscaras de proteção pela espantosa quantia de mil Euros – sim, mil Euros por uma única máscara! Pelo mundo afora aumentam os relatos de “sumiço” de mercadorias para fins especulativos.

No outro extremo, porém, a raça humana mostrou o que tem de mais sublime: profissionais da medicina sacrificando-se voluntariamente em prol de seus semelhantes. Lutando contra o cansaço em intermináveis turnos pelos hospitais, muitas vezes contraindo a doença que buscam combater e perecendo, nos legaram a mensagem de que nem tudo está perdido na alma da humanidade. A eles nosso aplauso e nossas orações.

Pois é. Lá pelo século XIV instalou-se na Ásia e Europa a denominada “Peste Negra”, causa da morte de milhões de pessoas. Houve quem atribuísse a culpa aos judeus, muitos dos quais foram discriminados, perseguidos e até mortos.

Naqueles dias, segundo escreveu o papa Clemente VI, “a caridade desaparecera por completo”. Porém, equivocou-se Sua Santidade: lá estiveram, também, os profissionais da saúde a suavizar a dor dos enfermos, ainda que sob sério risco de contaminação e de morte.

De lá para cá quase 700 anos se passaram. Fico a contemplar o noticiário e a me perguntar: substancialmente, o que mudou no seio da humanidade?

Pedro Valls Feu Rosa 

Fonte  Congresso em Foco




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