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Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 30 ago, 2019

POR QUE NÃO CAPACITAM O ÍNDIO DA AMAZÔNIA (artigo)


A humanidade evoluiu desde sua aparição no Planeta Terra, e os estudos
que chegam ao nosso conhecimento nos tempos atuais, dão conta de que
suas primeiras habitações foram as cavernas, entretanto, como viviam em
tribos familiares, eles dividiam as tarefas, na busca da sobrevivência, onde
a caça se constituía na sua principal atividade, com isso, aos poucos eles
foram se deslocando, inicialmente pelas cercanias de suas moradias, mas,
o senso de observação lhes indicava que era necessário afastar para luga-
res mais distantes, onde a caça era abundante.

Com isso, os deslocamentos fizeram com que se habituassem a outros ti-
pos de habitações, como barracas, ocas e outros tipos de proteção para os
membros da comunidade; era pois, o princípio da evolução da espécie que
aos poucos foram fazendo uso de suas faculdades mentais para a necessá-
ria mudança dos usos e costumes pela sobrevivência, isto, há milhares de
anos, até que o ser humano atingisse o nível atual, deixando para trás uma
história que pode ser contada pelos estudiosos antropólogos que até hoje
buscam através das investigações científicas, as origens do ser humano.

O continente americano, com cinco séculos de descobrimento, tem muito
a descobrir, muito embora tenhamos conhecimento de que Pedro Alvares
Cabral quando aportou no Brasil, surpreendeu-se com a espécie humana
que aqui habitava, ainda vivendo de forma primitiva, porém, com uma
visível noção de evolução e de sensibilidade, como também, de fácil con-
vivência. Isso contribuiu para a dominação da terra descoberta, bem como
o conhecimento de suas potencialidades.

A principal riqueza disponível, era o pau Brasil, que passou a ser explorada
de imediato, e, segundo a história nos relata, os descobridores não conse-
guiam a colaboração dos Indios nessa tarefa, eis que eles se recusavam a
trabalhar, e aos poucos, foram se recolhendo para o interior das florestas.
Seria uma atividade para a qual não tinham aptidão, nem cultura, pois, vi-
viam da caça e da pesca. Isso é muito curioso, pois, quinhentos anos após
o descobrimento, ainda existem muitas tribos indígenas vivendo na condi-
ção de primitivos, evitando até mesmo contatos com a civilização.

As queimadas nas florestas da Amazonia legal que neste ano superou em
muito todas as ocorrências anteriores, ao ponto de preocupar a ONU e os
países mais ricos do Planeta, nos leva a uma reflexão em relação a vida
dos silvícolas. Por que não ensiná-los por exemplo, a produzir mudas das
espécies de árvores e plantas nativas da região, o que lhes possibilitariam
a empregar seu tempo em uma atividade de maneira integral, remuneran-
do-os de acordo com suas produtividades, para em seguida, tão logo as
mudas atinjam o tamanho ideal, promover o replantio das florestas que
foram dizimadas pelas queimadas.

Entendemos que a Funai enfrentaria uma forte reação de parte dos Índios
para a introdução de nova cultura, porém, um trabalho de convencimento
deve ser incrementado junto as lideranças, até porque se trata da própria
sobrevivência desses irmãos que precisam e necessitam evoluir de forma
pacífica, e não sob grilhões de aventureiros invasores inescrupulosos que
sempre estiveram na espreita para saquear as riquezas naturais de seus
territórios. Além do mais, O replantio seria uma atividade permanente, e
sem previsão de término, o que levaria várias gerações em atiividades.

BENEDITO RODRIGUES DA COSTA
Economista




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