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Artigos • 17 ago, 2018

STF barra canonização de Lula ( Renato Terra)


Milhares de fiéis fizeram uma romaria até a Igreja Matriz de São Bernardo do Campo para entregar o pedido de registro da candidatura de Lula a santo. “Temos ao menos três milagres amplamente registrados: a eleição de Dilma em 2010, a multiplicação de verbas para a base aliada e, agora em 2018, a ressurreição nas pesquisas”, pregou Gleisi Hoffmann, ungida com Leite de Rosas.

“No último debate, dois ausentes foram os mais citados: Lula e Jesus”, prosseguiu a presidente nacional do PT. “Por isso decidimos registrar o nome de Lula aqui nessa igreja para fazer chegar ao Vaticano a chapa dos sonhos, com Jesus como vice. Se Lula for impedido, Jesus assume”, completou, para júbilo dos apóstolos de camiseta vermelha.

Hoffmann finalizou o discurso com uma oração: “Em nome da Petrobras, de Furnas e da Caixa Econômica. Amém”, e passou a salva para recolher as ofertas. Os fiéis prometeram fazer vigília em frente ao BNDES até que o Vaticano se manifeste.

Para pressionar o Vaticano, o PT apresentou uma lista com as assinaturas de santo Expedito, são Judas Tadeu, são Longuinho e Leonardo Boff.

De batina, Fernando Haddad prometeu construir uma ciclovia até o Paraíso se o pedido de canonização de Lula for aceito. “Nosso Líder foi crucificado por Sergio Moro; o TRF-4 reiterou a injustiça e o STF lavou as mãos. Chegamos à última instância: o Todo-Poderoso, o único que pode conversar com Lula de igual para igual”, argumentou.

No final da tarde, no entanto, o STF barrou o pedido de canonização. “Lula está inelegível até para síndico. Não pode dar entrevistas, não pode liderar as pesquisas e não pode virar santo”, sentenciou Gilmar Mendes.

Ao saber da decisão do STF, Lula mudou seu nome para Bhagwan Shree Rajneesh e nomeou Gleisi como sua assistente. Todos os seus seguidores rumaram, vestidos de vermelho, para um sítio em Atibaia, a fim de construir uma nova cidade.

CONTADOR

Estamos trabalhando há 156 dias sem saber quem matou —e quem mandou matar— Marielle Franco.

*Publicado na Folha de S.Paulo




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