Campo Grande, 15 de julho de 2018

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Brasil • 13 abr, 2018

Prefeitura de Curitiba pede à Justiça que Lula seja transferido


A Procuradoria Geral do Município solicitou à 12ª Vara da Justiça Federal que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja transferido da sede da Polícia Federal para outro local em Curitiba. O pedido leva em conta transtornos e problemas de segurança que vêm sendo gerados com as manifestações, pró e contra Lula, nas ruas próximas à Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida.

Leia aqui o documento oficial do pedido de transferência

De acordo com a procuradora-geral, Vanessa Volpi, o município já tomou todas as medidas que estavam ao seu alcance, inclusive com o pedido de interdito proibitório, que preservava o entorno da PF e proibia a montagem de estruturas em praças e ruas da cidade. No último sábado (7), data em que o ex-presidente chegou a Curitiba, o juiz Ernani Mendes Silva Filho atendeu o pedido da Prefeitura.

Em função do acirramento dos ânimos e também das constantes reclamações dos moradores da região, a PGM solicitou a transferência do ex-presidente para “local seguro e adequado às circunstâncias do caso, restabelecendo-se a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população, por ser medida de justiça.”

Serviços prejudicados

O restabelecimento da iluminação pública em pontos da região do bairro Santa Cândida, em especial na área ocupada por manifestantes, nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal (PF), não está sendo possível devido à falta de acesso dos veículos que fazem a manutenção. Na região há cerca de 500 pessoas acampadas permanentemente, número que chega a mil em determinadas horas do dia.

Há pelo menos dez postes apagados no aguardo de manutenção, que integram um total de 178 ocorrências registradas na Central de Atendimento 156. Um poste ilumina uma área equivalente a 20 metros quadrados.

Houve mudanças também na rotina de coleta de lixo das residências na área ocupada, pelo fato de o caminhão não ter passagem. Nas ruas onde não há acesso do veículo maior, a coleta está sendo feita com o suporte de uma camionete pequena. Quando isso também não é possível, o coletor segue a pé até as lixeiras das casas e retorna aos veículos carregando os resíduos, dificultando o trabalho.

Já a coleta dos resíduos gerados pelos manifestantes está sendo feita sem problemas, com o depósito em local combinado com os líderes da ocupação.

Blog do Fabio Campana




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