Campo Grande, 20 de junho de 2018

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Campo Grande • 13 jun, 2018

Deputado Fábio Trad relaciona desinteresse dos brasileiros com Copa aos maus exemplos de alguns políticos


Parlamentar subiu à tribuna e comentou os resultados da pesquisa do Datafolha, que apontou desencanto de 53% dos brasileiros pela Copa do Mundo

Às vésperas do início da Copa do Mundo da Rússia, o deputado federal Fábio Trad (PSD-MS) subiu à tribuna do plenário da Câmara para fazer uma análise a respeito do resultado de uma pesquisa realizada semana passada pelo Datafolha, que aponta desinteresse de 53% dos brasileiros pela competição.
O desencanto do povo brasileiro com um acontecimento que de quatro em quatro anos sempre mobilizou todo o país atingiu a pior média desde 1994, quando o Datafolha fez a pesquisa pela primeira vez e, segundo o parlamentar, é resultado de diversos fatores.
“Óbvio que a situação econômica, o desemprego, a crise orçamentária doméstica nas famílias brasileiras, todos esses fatores levam a esse desalento. E a paixão maior do povo brasileiro, que é o futebol, está de certa forma eclipsada em virtude de todas essas agravantes que estão se abatendo sob o ânimo do povo brasileiro”, ponderou Trad.
O deputado, porém, fez questão de salientar a corrupção sistêmica, o descrédito nas instituições políticas, além da Lava Jato e a Copa do Mundo de 2014, que fizeram parte de um mesmo jogo, com superfaturamentos em cinco estádios de futebol que totalizaram mais de 1,5 bilhão de reais, fraudes envolvendo empreiteiras e políticos relevados pela operação da Polícia Federal.
“Eu não posso deixar de dar razão àqueles que descreem parcialmente da capacidade da classe política de resolver os problemas do país. O povo quer duas coisas do político: que trabalhe e que não roube. O problema é que aqueles que trabalham muitas vezes roubam.
E há aqueles que não roubam mas também não trabalham. Aí fica difícil!”, lamentou o parlamentar, que convocou a Câmara dos Deputados a assumir uma missão de protagonismo em prol de uma agenda positiva para o país.
“É possível sim, até o período eleitoral, compormos uma agenda positiva para que aprovemos projetos de lei de interesse do povo brasileiro, que fomentem o emprego, que melhorem a Saúde, a Educação, a Segurança Pública. Façamos desta Casa um instrumento de esperança e de alento para a população brasileira. Isso é possível!”.



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