Campo Grande, 12 de dezembro de 2019

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

Campo Grande

Campo Grande • 18 maio, 2018

Hospital Cassems investe em melhorias do Pronto Atendimento Pediátrico por conta de surto de doenças respiratórias


Medidas visam dar celeridade ao atendimento nesta época do ano em que todos os Prontos Atendimentos Pediátricos estão lotados.
Com a chegada do outono e as mudanças constantes e imprevisíveis do clima, aumentam os casos de viroses e também os atendimentos nos prontos atendimentos dos hospitais de Campo Grande. As crianças são as mais suscetíveis aos problemas de saúde causados pelas viroses. No Hospital Cassems de Campo Grande, em janeiro de 2018, foram feitos 1.231 atendimentos de crianças; em fevereiro foram 1.384; em março, 2.593 e em abril foram 2.753 atendimentos, o dobro do número de atendimentos realizados no mesmo período de 2017.
De acordo com a diretora técnica da unidade hospitalar, Priscilla Alexandrino, que também é médica infectologista, o fluxo de atendimento, tanto no Pronto Atendimento Pediátrico quanto no Pronto Atendimento Adulto, seguem algumas normas definidas pela Agência Nacional de Saúde, que preconiza a utilização do Protocolo de Manchester. “Essa é uma metodologia que salva vidas, pois classifica os pacientes por cores, após uma triagem baseada em sintomas, de forma a representar a gravidade do quadro e o tempo de espera para cada paciente”, ressalta.
Com foco neste processo de triagem, no atendimento humanizado e no intuito de diminuir o tempo de espera em seu Pronto Atendimento Pediátrico, por conta das doenças respiratórias dessa época do ano, a unidade hospitalar investiu em uma triagem especial para as crianças, que visa dar celeridade à classificação e ao diagnóstico mais rápido do paciente. “Nós montamos uma sala especial de classificação pediátrica, com enfermeiros treinados e capacitados para atender crianças, pois o processo rápido de classificação salva vidas e nos permite entender melhor o cenário do dia dos casos que atendemos”, afirma a médica, Priscilla Alexandrino.
A diretora também informou que o Pronto Atendimento Pediátrico do Hospital contava com dois médicos pediatras de plantão, porém com a alta demanda já são três pediatras em cada turno, sendo que os casos de urgência e emergência são prioritários e que é possível chamar mais um de sobreaviso caso aumente a demanda além do normal. “Sabemos que a pediatria é uma das especialidades médicas mais escassas em nosso Estado, mas estamos nos esforçando ao máximo para manter três pediatras de plantão e chamar mais um se necessário”, explica.
Para encerrar, a médica ressaltou que nem todos os casos de gripes e viroses são casos de Pronto Atendimento e que muitas vezes os pais podem aguardar a consulta pediátrica. “A ansiedade dos pais e até a dificuldade de falar com o pediatra são motivos que os levam a correr para o hospital mais próximo. Mas não se pode generalizar: há situações em que você tem, sim, que correr com a criança para o hospital, mesmo se ela parecer estar “boazinha” e são elas diarreia crônica, que apresenta desidratação, alergias que causam tosse rouca crônica, dificuldade para respirar ou chiado, estão entre eles. Também é preciso ficar atento com os sinais de choque anafilático, como inchaço nos lábios e garganta. A febre por si só não deve preocupar. Por um período de 12 horas, você pode controlá-la em casa. Lembre-se de que o antitérmico leva até 50 minutos para fazer efeito. Se não estiver conseguindo baixar a temperatura do seu filho com o remédio – ou ela apresentar picos acima de 39,5º C – vá ao Pronto Atendimento. Remédios e produtos de limpeza (principalmente aqueles que são guardados em garrafas de refrigerantes) são os campeões da intoxicação infantil. Nesse caso, não há dúvida: vá para o hospital. Cansaço respiratório, laringite e rouquidão são outros sinais de alerta e podem ser indícios de um caso mais grave, como início de pneumonia. Pequenos objetos também podem causar problemas respiratórios. Se a criança aspirar ou engolir um brinquedinho, por exemplo, vá imediatamente ao pronto atendimento e, por fim se a criança sofrer convulsão, os pais têm de procurar auxílio médico imediatamente”, explica.
A unidade hospitalar informou também que está investindo em treinamento dos seus colaboradores constantemente para atender da melhor maneira possível os seus pacientes e que para a segurança e comodidade de seus beneficiários, a Cassems reforçou a equipe médica da Clínica da Família para atender com mais agilidade e atenção aqueles casos considerados ambulatoriais. O agendamento das consultas pode ser feito pelo telefone (67) 3322-3400.
Foto – Messias Ferreira
IMG_4634_1.jpg



Deixe seu comentário