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Campo Grande • 25 jan, 2019

Zauith: licitação do Aquário em um mês


O vice-governador de Mato Grosso do Sul, Murilo Zauith (DEM), afirmou hoje que o Governo do Estado pretende reabrir a licitação do Aquário do Pantanal dentro de um mês e concluí-la em até um ano. Iniciada em 2011, a obra do Centro de Estudos e Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira (Cepric) está parada desde de 2014 e apodrece em decorrência do tempo e abandono.

“Eu penso que depois que a gente fizer a licitação, em um ano a gente faz obra. Penso que dentro de um mês a gente faz a licitação”, disse o vice-governador, durante entrevista coletiva na cerimônia de posse da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

Zauith lembrou que o Aquário do Pantanal é um projeto excepcional, com peças estrangeiras, o que exige do governo bastante diálogo com as empresas responsáveis pelas peças da obra, antes da abertura da licitação.

Conforme o vice-governador, uma comissão será formada para tratar destas questões. “Eu estou conversando com todos os envolvidos [na obra], pegando lá de trás, porque é  uma obra diferenciada, é uma obra que não se mede o orçamento pela quantidade, mas por verba. Essas peças, a maior parte, como maquinário das bombas que vão rodar toda água, não sei quantos milhões de litros, por hora, essas peças são da Espanha, então nós vamos ter que entrar em contato com a empresa lá, pra vir o pessoal  aqui, para por rodar essas máquinas”, disse.

O vice-governador ainda comparou a construção do Centro a de um prédio. “Não  é como construir um prédio, que você sabe quantos metros de concreto voce vai usar, quantos quilos de ferro, é uma obra atípica, que nenhuma empresa no Brasil tem know-how para fazer”, explicou.

HISTÓRICO

Com ordem de serviço no dia 14 de abril de 2011, a empresa Egelte Construções foi quem ganhou a licitação para construir a estrutura. A empresa espanhola Fluidra Indústria e Comércio LDTA também fazia parte da obra, prevendo a execução dos serviços técnicos especializados em filtragem, automação e iluminação, e construção cenográfica dos tanques onde os peixes devem ficar e a Clima Teck Climatização cujo serviço era fornecimento e instalação de sistema de geração de energia.

Em 2014, a Egelte foi substituída pela empresa Proteco Construções Ltda. através de contrato de subempreitada com a aprovação da Agesul. Em 2015, foi recomendada à Agesul pelo Ministério Público Federal (MPF) a imediata rescisão de contrato de subempreitada com a Proteco, em virtude disso a Agesul notificou a Egelte para retomar imediatamente a obra. A Egelte entrou com ação cautelar com o objetivo de produzir prova antecipada e de suspender todo e qualquer ato de execução do contrato administrativo, seguida de ação ordinária visando suspender o contrato, que só aconteceu em novembro do ano passado.

Em janeiro de 2018, a Fluida informou ao Correio do Estado que em comum acordo rompeu o contrato que tinha com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) “e, portanto, não será ela que vai concluir o trabalho para o Aquário do Pantanal”. O contrato com a Clima Teck também está suspenso.

Orçada inicialmente em R$ 84.749.754,23 a obra inacabada já consumiu mais de R$ 240 milhões do cofre do Governo do Estado. No ano passado, em um novo levantamento, foi apontado que seriam necessários R$ 39 milhões para recuperar o que foi danificado com o tempo e concluir a construção.  No fim de dezembro, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que está fazendo uma nova planilha de gastos.

Rafael Ribeiro e Luana Rodrigues no Correio do Estado




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