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Justiça

Justiça • 24 set, 2018

Polaco descarta delação premiada


Preso desde a segunda-feira (17) na Polícia Federal em Brasília no âmbito da Operação Vostok, José Ricardo Guitti Guimaro, o Polaco, foi liberado na manhã da sexta-feira passada ao fim do prazo da prisão temporária. Advogado de Polaco, José Roberto Rosa disse nesta segunda (24) que no momento o cliente descarta acordo de delação premiada.

Na época em que o escândalo envolvendo concessão de benefícios fiscais em troca de propina em Mato Grosso do Sul veio à tona, em julho do ano passado, Polaco era apontado como um dos “operadores” do esquema que envolvia o alto escalão do atual Governo. Polaco trabalhava como corretor de gado e teria emitido notas frias.

Quando foi alvo de um dos 14 mandados de prisão da Operação Vostok no dia 12 de setembro, Polaco foi o único a não ser detido. Morando no interior do Pará, ele não foi localizado. Polaco só se apresentou à PF em Brasília na segunda-feira passada.

SAIBA MAIS

O advogado Roberto Rosa explica que o cliente prestou depoimento e negou que se mudou de Mato Grosso do Sul por se sentir ameaçado de morte. Ele teria deixado o Estado por proposta melhor de emprego.

A Polícia Federal descobriu existência de suposto plano para matar Polaco. O caso chegou a parar na polícia depois do registro de um boletim de ocorrência.

Ainda conforme o advogado, Polaco negou ter emitido notas frias e não citou envolvimento de qualquer integrante do Governo, diferente do que afirmou na época em que o escândalo de concessão de benefícios fiscais veio à tona.

“Atualmente meu cliente descarta a delação premiada porque para ele nesse momento não é viável. Mas ele disse ao delegado durante o depoimento que poderia pensar no assunto”, completa Rosa.

Sobre existência de acordo que tivesse feito o cliente mudar a versão, o advogado diz que não participou de nenhuma tratativa nesse sentido.

Polaco, segundo o advogado, não pretende mais voltar a Mato Grosso do Sul e deve acompanhar o desenrolar do processo no Pará, onde está com a família.

Operação

De acordo com a PF, a Operação Vostok tem o objetivo de combater um esquema de pagamento de propina a representantes da cúpula do Poder Executivo Estadual.

A Polícia divulgou que aproximadamente 220 policiais federais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna e em Trairão, no Pará.

Além destes, também foram cumpridos outros três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual do Mato Grosso do Sul, pedidos pelo MP-MS (Ministério Público Estadual), de ações, que segundo a PF, têm o mesmo objeto ligado aos fatos investigados em âmbito federal.

Aline Mary Dias

Midia Max




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