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Política

Política • 25 mar, 2020

“Lamentável” e “vergonhoso”, diz bancada de MS sobre fala de Bolsonaro


As críticas do presidente Jair Bolsonaro a respeito das medidas de combate ao coronavírus pelo país, geraram um misto de perplexidade e revolta entre representantes de Mato Grosso do Sul, no Senado Federal e na Câmara de Deputados. O deputado federal Fábio Trad (PSD) comparou o presidente a um coveiro.
“Ao ver o presidente da Republica cavar com as próprias unhas a cova de inúmeros cidadãos e cidadãs de seu país, idosos ou não, com a completa irresponsabilidade de seu pronunciamento, asseguro-me de não ter ficado calado e me posicionar, mais uma vez, contrário a este coveiro de seu povo”, desabafou.
Já a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no Senado, a senadora Simone Tebet (MDB), disse ter ficado perplexa após o pronunciamento. “Adianta comentar?”, respondeu ao jornal Folha de São Paulo.
Em seu pronunciamento, Bolsonaro questionou o fechamento das escolas ao alegar que as crianças não fazem parte do grupo de risco. Comentário que o também deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), chamou de “tamanha irresponsabilidade”.
“Questionar os fechamentos das escolas e dizer que seu físico de atleta garante a ele somente sintomas de uma “gripezinha” foi o fim. Totalmente contrário as autoridades de saúde nacionais e internacionais”, comentou.
Já o deputado Vander Loubet (PT) disse que o pronunciamento do presidente foi “lamentável”, “vergonhoso” e “atenta contra a vida da população”. “O pronunciamento do Bolsonaro – cheio de piadas, ironias e auto-elogios – atesta que ele não é o líder que o Brasil precisa para enfrentar a realidade atual. Bolsonaro foi inconsequente e irresponsável”, conclui.
Polêmica – A fala do presidente foi transmitida na tv aberta e rádios, no começo desta noite(24). Bolsonaro defendeu a redução das medidas de isolamento decretadas em função da pandemia do coronavírus. Disse que os prefeitos e governadores seguem uma lógica de terra arrasada e comparou a pandemia que já matou 46 pessoas no Brasil a um “gripezinha” ou “resfriadinho”.

Por Adriano Fernandes




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