Campo Grande, 20 de julho de 2019

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Política • 11 jul, 2019

PDT terá candidato se PSDB se aliar ao prefeito Marquinhos


O advogado Yves Drosghic assumiu o diretório municipal do PDT após um “racha” entre o antigo presidente, o vereador Odilon de Oliveira Júnior, que renunciou ao mandato. Yves estará a frente do partido para as eleições municipais do ano que vem e garante que o PDT terá candidato próprio à prefeitura de Campo Grande, principalmente se o PSDB, partido do governador, e o PSD, partido do atual Marquinhos Trad, se aliarem na disputa. “Juntando a máquina municipal e a máquina estadual é uma força muito grande”, avalia.

 

O PDT já tem candidato para a prefeitura de Campo Grande?

Não, mas temos um projeto de candidatura própria. O que importa para nós são os projetos para a Capital, discutir os problemas da cidade. Temos até março do ano que vem para decidir quem vai disputar a eleição, se vai ser alguém de fora ou do próprio partido. O PDT está focado em formar uma grande chapa de vereadores para as eleições do ano que vem em Campo Grande, isso nos preocupa mais que a candidatura para prefeito neste momento.

Na eleição de 2016 o PDT apoiou a candidatura de Rose Modesto (PSDB).

Nós disputamos a eleição com o PSDB no ano passado e não temos nada contra o partido, mas também os pólos são diferentes e distintos. O que a gente quer ver a variedades de candidatura, pois é a população que vai ganhar com isso.

O atual prefeito Marquinhos Trad (PSD) é o candidato a ser batido?

Com certeza. Todo mundo que vai à reeleição, ainda mais pessoalmente como ele, é uma pessoa que é considerável ser batido sim. Se houver realmente uma junção com o governo do Estado (PSDB), com certeza vamos ter candidato (enfático). Não vamos aceitar ‘W.O’. Juntando a máquina municipal e a máquina estadual se tem uma força muito grande. Nosso objetivo é ter candidatura se tiver essa aliança entre a prefeitura e governo do Estado.

O PDT apoia a CPI do Consórcio Guaicurus?

Nós temos uma forma de fazer política que não é oposição e nem tão governo. Você tem que ver o que é melhor para a população. Assinamos (o diretório municipal, os vereadores do PDT, Odilon de Oliveira Junior e Ademir Santana disseram que não vão apoiar a criação da CPI na Câmara dos Vereadores) o apoio a CPI do Consórcio Guaicurus e isso não foi feito para punir ou bater de frente. Na realidade queremos saber o que está acontecendo, a população precisa saber o que aconteceu. Não é nada contra o prefeito, é a favor da transparência publica. Estamos fazendo um chamamento aos dois vereadores para assinar. Não tem problema nenhum em ter CPI, o problema é a gente ficar sem saber o que está acontecendo.

Como fica na ideologia de direita e esquerda?

Não se pode deixar de ter o diálogo, o Brasil ficou ‘fosso’. Um terço é contra o Bolsonaro, outro terço é a favor dele, e tem um terço no meio que mantém uma neutralidade. E esses dois terços não se conversam. Se falar mal do Bolsonaro ou do Moro você é petista, se falar mal do Lula você é bolsonarista. E esse lado sem partido é o pior lugar, por que você não tem ninguém para te defender a não ser o seu bom senso.

Qual a lição que ficou com a candidatura do Juiz Odilon? (Candidato do PDT ao governo nas eleições de 2018)

Tivemos a lição de que (o candidato) é preciso ter uma formação política dos fatos. Nem sempre que se tem um candidato popular isso quer dizer que ele pense como o partido. Nós vivemos um pouco isso. O PDT lançou a candidatura de um juiz e em todo o momento isso ficou como se o partido fosse de direita. Ele foi candidato com todo o apoio do partido (que tinha candidato à presidência, Ciro Gomes) e no segundo turno preferiu desconstituir a coordenação e achou que apoiando a candidatura do Bolsonaro ele ganharia a eleição. Vinculou muito a imagem dele com Bolsonaro e acabou perdendo votos necessários para ganhar, já que precisava dos votos do PMDB e do PT. Nós precisamos ter um candidato que levante as idéias do partido, que seja a favor da escola em tempo integral, defesa da justiça social, empreendorismo e com uma cidade mais democrática.

 

Nem sempre que se tem um candidato popular isso quer dizer que ele pense como o partido

A população de Campo Grande tem um viés de direita?

Campo Grande sempre teve um lado mais conservador. Nunca tivemos um prefeito alinhado a esquerda e você nota aí que o perfil do campo-grandense é mais de direita. É difícil você fazer um projeto de esquerda na Capital, como vai ser no Brasil daqui pra frente. O PDT precisa fazer um projeto de centro, por que todos os governos que deram certo no Brasil seguiram este caminho.




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