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Campo Grande • 12 maio, 2026

Adriane Lopes anuncia exoneração de servidores presos na Operação Buraco Sem Fim


 ( Fonte – Midiamax) – A prefeita de Campo GrandeAdriane Lopes (PP), anunciou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a exoneração dos servidores municipais presos na Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

A investigação apura suspeitas de fraude em contratos de tapa-buracos firmados a partir de 2018, durante a gestão do ex-prefeito e atual vereador Marquinhos Trad (PV). A operação resultou em sete prisões e no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande.

Em nota, a Prefeitura informou que os contratos investigados foram firmados desde 2017, na administração anterior. O Executivo Municipal também afirmou que a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) acompanha os trabalhos do Gecoc e colabora com as apurações.

“A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, transparência e esclarecimento dos fatos. Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas”, informou a Prefeitura.

Dos sete presostrês ainda eram servidores da Sisep. A administração municipal afirmou ainda que poderá adotar outras medidas no âmbito administrativo, com o objetivo de impedir que os serviços de manutenção de vias sejam paralisados ou prejudicados em razão da operação.

Entre os presos estão Mehdi Talayeh, servidor da SisepAntonio Bittencourt Jacques Pedrosa, engenheiro civil; Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de Infraestrutura; Fernando de Souza Oliveira, servidor da SisepAntonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, produtor rural e dono da Construtora RialEdivaldo Aquino Pereira, chefe do serviço de tapa-buracos da secretaria; e Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, ex-servidor da Sisep.

Com exceção de Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa e Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, os demais presos também são réus na Operação Cascalhos de Areia, que investiga suspeitas de fraudes em contratos com empreiteiras para manutenção de vias não pavimentadas durante a gestão de Marquinhos Trad.

Segundo o MPMS, a Operação Buraco Sem Fim mira um suposto esquema de fraude na execução de serviços de manutenção de vias públicas em Campo Grande. A apuração aponta a existência de uma organização criminosa que teria manipulado medições e viabilizado pagamentos indevidos por serviços de tapa-buracos.

Material de referência geográfica

De acordo com os investigadores, foram identificados pagamentos públicos sem correspondência com os serviços efetivamente executados. A suspeita é de que o esquema tenha permitido desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito dos envolvidos e impacto direto na qualidade das vias municipais.

O levantamento do Ministério Público indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada obteve contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes também encontraram valores elevados em dinheiro vivo. Conforme a investigação, foram apreendidos pelo menos R$ 429 mil em espécie. No endereço do ex-secretário Rudi Fiorese, os agentes localizaram R$ 186 mil. Em outro imóvel alvo da operação, foram encontrados R$ 233 mil em notas de real.

O ex-prefeito Marquinhos Trad saiu em defesa de Rudi Fiorese, que comandou a Sisep durante sua gestão. O vereador afirmou confiar na conduta do ex-secretário e disse que Fiorese foi escolhido com base em currículo e histórico profissional.

“Tenho certeza de que ele é uma pessoa correta, honesta e decente. Durante todo o período em que trabalhou na administração, nunca me trouxe qualquer contratempo”, declarou Marquinhos Trad.

O ex-prefeito também afirmou que os contratos firmados durante sua administração, entre 2017 e 2022, foram acompanhados por órgãos de controle. Para ele, eventuais questionamentos devem ser apurados com responsabilidade e respeito ao direito de defesa.

“Sempre defendemos uma gestão técnica, responsável e transparente. Confiamos nas instituições, mas também acreditamos que toda investigação deve ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e respeito ao devido processo legal”, afirmou.

Marquinhos disse ainda que, como prefeito, buscou reduzir a dependência dos serviços de tapa-buracos e priorizar obras de recapeamento, por considerar esse tipo de intervenção mais eficiente para resolver problemas estruturais da malha viária.

Além dos desdobramentos na Prefeitura, a operação também levou o Governo de Mato Grosso do Sul a exonerar Rudi Fiorese da presidência da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Ele havia assumido o cargo em fevereiro de 2026, depois de deixar a Sisep em 2023.

Em nota, o governo estadual informou que Fiorese figura na investigação por sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital e que a apuração não tem como alvo a Agesul.




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