Campo Grande, 29/05/2026 14:23

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

Economia

Economia • 12 jul, 2025

Superávit americano segue crescendo


 (G 1) – Novos dados da Amcham Brasil relativos ao primeiro semestre mostram que a relação comercial entre Brasil e EUA segue crescendo, mesmo depois de abril, quando o presidente americano impôs tarifas de 10% a todos os produtos brasileiros, como parte de seu “Dia de Libertação”, em que foram anunciadas mais tarifas contra todos os seus parceiros comerciais.

“Mesmo no atual cenário de aumento de tarifas pelos EUA às exportações do Brasil, o comércio bilateral seguiu crescendo no primeiro semestre. Alguns setores têm conseguido manter e ampliar suas vendas, principalmente pela posição dominante do Brasil no mercado global, caso de aeronaves, carne, café e sucos”, afirma um relatório da Amcham Brasil divulgado nesta sexta-feira.

“No entanto, há setores, principalmente celulose e máquinas, em que já se notam quedas de vendas ao mercado americano.”

E não foi só o comércio entre Brasil e EUA que seguiu crescendo em 2025 — o saldo positivo para o lado americano também aumentou.

As exportações do Brasil para os EUA totalizaram US$ 20 bilhões no primeiro semestre de 2025, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Já as importações brasileiras dos EUA totalizaram US$ 21,7 bilhões, um aumento de 11,5%.

Com isso, o superávit (saldo positivo) americano em seu comércio com o Brasil aumentou para US$ 1,7 bilhão — cinco vezes mais que o superávit de US$ 300 milhões registrado nos primeiros seis meses de 2024.

Segundo a Amcham Brasil, os EUA registram saldos positivos no primeiro semestre na relação comercial com o Brasil desde 2009 — o que contradiz Trump, que em sua carta fala que os EUA têm “déficits comerciais insustentáveis​” com o Brasil.

Em 2023, os EUA tiveram com o Brasil o seu sexto maior superávit comercial entre todos os países do mundo — atrás apenas de Holanda, Hong Kong, Austrália, Bélgica e Reino Unido. Com a maioria dos países do mundo, os EUA possuem déficit comercial.

O comércio brasileiro com os EUA conseguiu crescer este ano, apesar das tarifas de 10% que entraram em vigor em abril, e também de tarifas de 50% em cima de aço e alumínio, que entraram em vigor no mês passado.

O desempenho das exportações brasileiras aos EUA no semestre também é superior ao de outros parceiros comerciais.

Nos primeiros seis meses, houve uma ligeira queda nas exportações do Brasil ao resto do mundo, de 0,6%. No caso da China, houve queda de 7,5% nas exportações brasileiras ao país. Para o bloco europeu, o Brasil exportou 2,6% a mais do que no primeiro semestre de 2024 — um desempenho inferior ao crescimento de exportações aos EUA (aumento de 4,4%).

Segundo a Amcham Brasil, entre os cinco maiores destinos das exportações brasileiras, apenas a Argentina teve alta acima dos EUA, de 55,4%, o que reflete a recuperação econômica do país, de acordo com a entidade.

O desempenho positivo nas exportações aos EUA foi puxado pela indústria e pelo agronegócio brasileiro.




Deixe seu comentário