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Política • 04 maio, 2026

Para Vander, a disputa interna na direita vai beneficiá-lo


deputado federal Vander Loubet (PT-MS) avalia que a disputa interna no PL por uma vaga ao Senado pode favorecer sua pré-candidatura em Mato Grosso do Sul. Segundo o parlamentar, o cenário com três nomes ligados ao mesmo campo político, o ex-governador Reinaldo Azambuja, o ex-deputado Renan Contar e o deputado federal Marcos Pollon, tende a deixar a disputa mais fragmentada entre os adversários.

Em 2026, os mandatos dos senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Soraya Thronicke (PSB-MS) chegam ao fim. Ambos são pré-candidatos à reeleição. Como cada eleitor votará em dois nomes, a disputa deve reunir pelo menos seis candidaturas competitivas pelas duas cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado.

Para Vander Loubet, a divisão dentro do PL pode dificultar a consolidação de um segundo nome no grupo adversário. O petista acredita que a chapa ligada à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) tem força para eleger um representante, enquanto o campo alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ocupar a outra vaga.

O parlamentar afirma que seus seis mandatos como deputado federal lhe deram base política nos municípios, inclusive em cidades administradas por prefeitos de partidos diferentes do PT. Segundo ele, a atuação municipalista, com articulação por recursos e apoio a demandas locais, deve pesar na construção de apoios para a disputa ao Senado.

Entre os pontos que pretende explorar na campanha, Loubet cita a parceria entre o governo federal e o Governo de Mato Grosso do Sul, especialmente na liberação de financiamentos para obras e investimentos em infraestrutura. Ele afirma ter atuado diretamente em pleitos relacionados a recursos para asfalto em municípios do Conesul.

“Quem ganha com isso é o Estado”, afirmou o deputado ao defender a atuação conjunta entre diferentes esferas de governo.

O petista reconhece que nomes como Nelsinho Trad e Soraya Thronicke também têm forte presença junto às prefeituras, mas afirma que seu histórico partidário e sua ligação com o projeto nacional do PT o diferenciam. Ele diz que pretende defender no Senado pautas como democraciasoberania nacional, desenvolvimento regional e discussão estratégica sobre terras raras e exploração mineral.

Para Vander Loubet, o presidente Lula sabe da importância de ampliar a base no Senado. O deputado cita a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) como exemplo da necessidade de construir maior sustentação política na Casa e reduzir tensões institucionais entre os Poderes.

Na agenda estadual, o parlamentar aponta como prioridades a retomada da UFN (Usina de Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas, a atração de novas empresas para Mato Grosso do Sul e a viabilização de projetos estruturantes para o Estado.

Loubet também pretende associar sua pré-candidatura aos resultados do governo federal. Segundo ele, Lula tem dado atenção aos pequenos, mas também atendido grandes setores produtivos, especialmente por meio da abertura de mercados e do acesso ao crédito para a agricultura.

Mesmo em um ambiente político polarizado, o deputado acredita que há uma parcela de eleitores indecisos, especialmente no setor produtivo, que pode reconhecer resultados do atual governo federal. Ele afirma que muitos empresários podem divergir politicamente do PT, mas reconhecem a responsabilidade de Lula na condução econômica do país.

O deputado também cita a postura do governo brasileiro diante das tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump. Para Loubet, a negociação conduzida pelo Brasil demonstrou capacidade diplomática e compreensão do cenário geopolítico, algo que considera essencial para um país com forte presença na exportação de commodities.

No plano estadual, o PT deve lançar o advogado e ex-deputado federal Fábio Trad como candidato ao governo. Vander Loubet afirma que o partido já iniciou uma rodada de conversas com lideranças municipais, começando pelo Conesul, região que considera estratégica para a eleição, e deve avançar com caravanas rumo ao norte do Estado.

Outro tema que o partido pretende levar ao debate eleitoral é o modelo de incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul. Segundo Loubet, o Estado mantém uma estrutura de desenvolvimento baseada em fundos criados no fim dos anos 1990, como o Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul), mas precisa discutir melhor o retorno social das renúncias fiscais.

O parlamentar afirma que não é contra incentivos, mas defende que eles estejam vinculados a contrapartidas mais claras das empresas para as cidades que recebem empreendimentos. Para ele, demandas como habitaçãoeducação, infraestrutura urbana e descentralização do crescimento econômico devem fazer parte dessa discussão.

“Não que você não precise trabalhar com incentivo, mas não dá para trabalhar da forma como está”, afirmou.

Entre as pautas nacionais que pretende defender no Senado, Vander Loubet cita o fim da escala 6×1, a ampliação da isenção do Imposto de Renda para faixas salariais menores, a modernização da legislação ligada ao Corredor Bioceânico e melhorias em normas aduaneiras para facilitar a circulação de mercadorias nas fronteiras.

Na área de segurança pública, o deputado afirma que a condição fronteiriça de Mato Grosso do Sul exige maior integração entre União, Estado e municípios no combate ao crime organizado e no controle das rotas internacionais.

Para ampliar sua força eleitoral, o PT já atraiu o PV, o PSB e o PCdoB, além de manter conversas com o PDT. O grupo também conta com a filiação do vereador Marcos Trad, cotado para disputar vaga de deputado federal, e com a aproximação de Soraya Thronicke, que deve buscar a reeleição ao Senado pelo PSB.




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