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Artigos • 29 jul, 2025

O mundo digital e suas consequências


Cláudio Henrique de Castro –

Recentes estudos revelam que o uso excessivo e viciante do aparelho celular e seu
impacto em ações da vida cotidiana.

Em Portugal, revelou o livro "Crianças, Jovens e Media: Vidas (Des)Ligadas? Atas do
Congresso bYou", concluiu que os jovens passam quatro horas por dia no aparelho celular, três
horas nas redes sociais, duas horas vendo televisão, duas horas no computador/tablet, uma hora
em vídeos, uma hora ouvindo música, uma hora em videojogos e 30 minutos lendo livros e
lendo ou ouvindo notícias (Diário de Notícias e Lusa).

O estudo que englobou, em média, 1.131 crianças e jovens entre os 11 e os 19 anos,
revelou que ouvir rádio, ‘podcasts’ e ler jornais impressos ou ‘online’ são atividades a que a
amostra não dedica quase tempo algum.

A sociabilidade dos jovens passou a ser midiatizada, muito mais a partir das telas do que
de forma presencial.

O consumo de notícias é praticamente inexistente, estando os jovens dependentes
daquilo que lhes é editado pelo algoritmo, ficando restritos às suas bolhas informativas, pouco
confiáveis.

Há uma crescente toxicidade digital, pouco estudada ainda, mas estes estudos revelam
que o vício do aparelho celular com redes sociais é seguido pela restrição de informações e um
isolamento social presencial.

A Suécia, único país que, desde a década de 1990, buscou implementar a educação cem
por cento digital nas escolas, voltou atrás e decidiu investir, ao longo de 2023, cerca de 45
milhões de euros (cerca de R$ 242 milhões) na distribuição de livros didáticos impressos (G1).

Para a utilização do mundo digital é preciso uma educação que demonstre os riscos da
desinformação e a toxicidade social que arrasta as novas gerações. Países desenvolvidos têm
percebido a perda cognitiva gradual gerada pelo uso das tecnologias digitais, dentre outros
efeitos, tais como ausência de exercícios físicos e menor sociabilidade e interação social.

Neste sentido, a Austrália proibiu mediante lei, o uso de redes sociais por adolescentes,
menores de 16 anos.

Em resumo, nada supera os livros e o contato presencial.
E o Brasil?




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