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Campo Grande • 21 abr, 2026

Campo Grande: primeiro embarque inaugura nova etapa da ovinocultura


Modelo reúne pequenos produtores, amplia escala e facilita acesso ao mercado formal.

Campo Grande embarca primeira remessa de ovinos. (Foto: Divulgação/PMCG)

Um movimento ainda inicial, mas simbólico, começa a redesenhar a ovinocultura em Campo Grande. O primeiro embarque de animais produzidos por agricultores familiares, realizado neste mês, abre caminho para um novo modelo de comercialização no município.

A operação reuniu produtores do Assentamento Estrela e levou os animais a um frigorífico local, marcando o início de uma engrenagem que pretende dar escala e regularidade à produção. Apesar do volume ainda modesto — 12 animais nesta primeira remessa —, o número de interessados já indica potencial de crescimento, com dezenas de criadores cadastrados para participar das próximas etapas.

O ponto central dessa mudança está na criação de uma estrutura intermediária que organiza a produção antes do destino final. Nesse espaço, os animais passam por acompanhamento sanitário, são agrupados em lotes e seguem para o abate dentro de um padrão que atende às exigências do mercado formal.

Na prática, o modelo enfrenta um dos principais gargalos da atividade: a dificuldade dos pequenos produtores em comercializar individualmente. Ao reunir rebanhos de diferentes propriedades, torna-se possível formar cargas maiores, reduzir custos logísticos e ampliar o acesso a compradores.

A iniciativa também tende a trazer mais previsibilidade ao setor, permitindo que a produção local avance de forma organizada e com maior inserção no mercado.

Para o secretário municipal da Semades, Ademar Silva Junior, a mudança vai além da logística. “Estamos falando de trabalho, de geração de renda e de alimento chegando à mesa das pessoas. Esse modelo mostra que, com organização e parceria, conseguimos dar condições para que o produtor cresça, produza mais e tenha mais qualidade de vida”, afirmou.

Com a estrutura em funcionamento, a expectativa é ampliar o número de produtores envolvidos e consolidar o sistema como alternativa viável para fortalecer a cadeia produtiva local, dando novo fôlego à ovinocultura na Capital.




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