Campo Grande, 29/05/2026 15:12

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

Campo Grande

Campo Grande • 09 maio, 2026

Chuva e frio reforçam abordagem a pessoas em situação de rua na capital


A queda nas temperaturas e os dias de chuva têm pressionado o atendimento à população em situação de rua em Campo Grande. Diante do cenário, as equipes do Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social), ligado à SAS, intensificaram as ações nas ruas para ampliar o acolhimento e reduzir riscos.

Com o tempo mais rigoroso, aumentaram tanto os chamados feitos pela população quanto a procura espontânea pelos serviços. As equipes passaram a reforçar as abordagens e os encaminhamentos para unidades de acolhimento, principalmente nos períodos mais críticos.

Entre os atendimentos recentes está o de João Carlos Frutos de Souza, que vive nas ruas há anos e buscou ajuda durante a instabilidade climática. Ele foi encaminhado para uma unidade, onde recebeu alimentação, abrigo e acesso a serviços de saúde, além de iniciar tratativas para regularização de documentos. Também demonstrou interesse em acompanhamento pelo CAPS.

Acolhimento cresce com mudança no tempo

De acordo com a SAS, períodos de frio e chuva costumam elevar o número de abordagens e a adesão ao acolhimento. Ainda assim, parte das pessoas opta por permanecer nas ruas — decisão que é respeitada pelas equipes.

A rede municipal conta com atendimento contínuo, com profissionais em plantão 24 horas. As equipes são formadas por educadores sociais e psicólogos, que atuam tanto em ações de busca ativa quanto a partir de denúncias.

Os encaminhamentos incluem unidades como as UAIFAs, a Casa de Passagem Resgate e a Casa de Apoio São Francisco, onde são oferecidos alimentação, higiene, pernoite e atendimento psicossocial, além de orientação para emissão de documentos e inserção no mercado de trabalho.

Como funciona o atendimento

O Seas atua em diferentes regiões da cidade, com foco em áreas de maior circulação. Ao receber um chamado, a equipe vai até o local indicado para oferecer acolhimento. Mesmo quando a pessoa não é localizada, há retorno para quem acionou o serviço.

Nos casos de recusa, o acompanhamento continua com novas abordagens, buscando criar vínculo e ampliar as possibilidades de atendimento. O direito de recusar o acolhimento é garantido por lei.

A população pode acionar o serviço pelos telefones (67) 99660-6539 ou 99660-1469, com atendimento 24 horas.




Deixe seu comentário