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Campo Grande • 12 maio, 2026

Marquinhos defende Fiorese após prisão e diz confiar no ex-secretário


O ex-prefeito de Campo Grande e atual vereador Marquinhos Trad saiu em defesa de Rudi Fiorese, preso nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, durante operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Fiorese foi secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos durante parte da gestão de Trad e, até a operação, ocupava a presidência da Agesul, agência estadual responsável por obras públicas.

Material de referência geográfica

Segundo Marquinhos Trad, os contratos da Sisep passaram por análise de órgãos de controle e não apresentaram irregularidades durante sua administração. O ex-prefeito afirmou que, se houver algum problema apontado pela investigação, ele estaria relacionado à execução dos serviços, não à contratação.

“Não foi problema de contrato. Se tiver algo errado, foi na execução da obra. Eu tive aprovação de todos os órgãos de controle. E mais, as denúncias são de 2018 a 2025, ou seja, maior parte fora da minha gestão”, declarou.

A operação apura contratos ligados a serviços de tapa-buracos e manutenção de vias urbanas em Campo Grande. A ofensiva resultou em prisões e mandados de busca e apreensão em setores relacionados à manutenção viária da Capital.

Ao comentar a prisão de Rudi Fiorese, Trad afirmou confiar na conduta do ex-secretário. Para ele, o histórico profissional do engenheiro e a nomeação posterior para o comando da Agesul reforçam a percepção de que Fiorese tinha perfil técnico.

“Tenho certeza que ele é correto, honesto e decente. Senão não seria diretor-presidente da Agesul”, afirmou o ex-prefeito.

Trad também relatou que foi o responsável por levar Fiorese da iniciativa privada para o poder público. Segundo ele, a escolha ocorreu após análise técnica do currículo e consulta sobre o histórico profissional do engenheiro.

“Eu não conhecia o Rudi. Fiz pesquisa técnica, ele era funcionário de empresa privada e eu busquei todos os elementos com chefes para saber quem era essa pessoa. Chamei ele para conversar. Eu convidei e ele aceitou. Nunca me trouxe nenhum contratempo”, disse.

O ex-prefeito também criticou operações policiais que ganham grande repercussão antes de julgamento definitivo. Na avaliação dele, é preciso cautela antes de tratar investigados como culpados.

“Quantas operações midiáticas já terminaram com pessoas inocentadas?”, questionou.

Marquinhos ainda levantou suspeita sobre o momento da operação, ao citar a proximidade do período eleitoral. “Uma coisa me chama atenção: a proximidade das eleições”, declarou.

Durante a entrevista, o ex-prefeito afirmou que sua gestão buscou reduzir gradualmente os contratos de tapa-buracos e ampliar o recapeamento de vias. Segundo ele, a estratégia começou em janeiro de 2017, no início da administração, e seguiu até 2022.

“Tinha muito buraco e precisava de dinheiro. A sequência até 2022 era a substituição do tapa-buraco por recapeamento”, afirmou.

De acordo com Trad, a decisão foi baseada em estudos técnicos elaborados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA-MS) e pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O objetivo, segundo ele, era adotar uma solução mais duradoura para a pavimentação urbana.

“Era muito mais fundamentado em estudo do CREA e da UFMS, que mostrava que valia mais recapear do que tapar buraco. Um buraco é tapado e vai voltar a abrir com a chuva, porque a raiz dele está machucada. A tendência de reabrir é de 60%”, declarou.

O ex-prefeito explicou que a orientação técnica da prefeitura era priorizar o recapeamento quando uma rua apresentava desgaste acentuado. Segundo ele, em quadras com muitos pontos danificados, a solução recomendada era refazer o pavimento de forma mais ampla.

“Se tem mais de dez buracos, era recapeamento na quadra”, resumiu.

A prisão de Rudi Fiorese levou o Governo de Mato Grosso do Sul a decidir pela exoneração dele da presidência da Agesul. O desligamento deve ser formalizado no Diário Oficial do Estado. O governo informou que a investigação trata da atuação anterior de Fiorese na administração municipal e não envolve a agência estadual.

Até o momento, o MPMS não detalhou oficialmente todos os crimes atribuídos aos investigados. As defesas ainda podem se manifestar no decorrer do processo.




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