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Campo Grande • 12 maio, 2026

Governo de MS vai exonerar Rudi Fiorese da Agesul após prisão em operação do MPMS


Diretor-presidente da agência foi preso em investigação sobre contratos de tapa-buracos firmados quando comandava a Sisep.

Rudi Fiorese assumiu como diretor-presidente da Agesul em fevereiro deste ano.

Governo de Mato Grosso do Sul decidiu exonerar Rudi Fiorese do cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) após a prisão do engenheiro na manhã desta terça-feira, 12 de maio de 2026, durante operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O ato de exoneração deve ser publicado na edição desta quarta-feira, 13 de maio, do Diário Oficial do Estado (DOE). A saída foi definida após a ofensiva que apura suspeitas de irregularidades em contratos de tapa-buracos e manutenção de vias urbanas em Campo Grande.

Rudi Fiorese foi preso por fatos relacionados ao período em que ocupou o cargo de secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande. A investigação mira contratos firmados a partir de 2018, durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad, quando Fiorese estava à frente da Sisep.

A permanência dele no comando da Agesul passou a ser considerada politicamente insustentável após a operação. A ação do MPMS resultou em sete prisões e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em setores ligados à manutenção viária da Capital.

Fiorese havia assumido a presidência da Agesul em fevereiro deste ano. A agência é responsável pela execução e fiscalização de obras públicas estratégicas do governo estadual, incluindo intervenções em rodoviaspontesdrenageminfraestrutura urbana e outros empreendimentos sob responsabilidade do Estado.

Apesar de ocupar cargo no governo estadual, Fiorese é investigado por sua atuação anterior na administração municipal de Campo Grande. A apuração não tem como foco a Agesul, segundo informações divulgadas pelo próprio governo.

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MPMS ainda não informou oficialmente quais crimes são atribuídos aos investigados nem detalhou todos os elementos da operação. Também não havia, até a divulgação das primeiras informações, manifestação conclusiva da defesa de Rudi Fiorese sobre o mérito das acusações.

A exoneração deve marcar o primeiro desdobramento administrativo da operação no governo estadual, enquanto as investigações seguem sob responsabilidade do Gecoc




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