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Artigos • 05 mar, 2026

A Rota Bioceânica e o Barão do Rio Branco


A idéia de uma ferrovia ligando o Brasil à Bolivia, foi um projeto antigo, e o Barão do
Rio Branco teve papel importante na concepção desse projeto. A Ferrovia Brasil-Bolivia
também conhecida como Ferrovia do Pantanal, foi um projeto que visava ligar o Porto
de Santos no Brasil, à cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, passando pelo
Pantanal. O objetivo era facilitar o comércio e a integração entre os dois países.

O Barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos Júnior, foi um diplomata brasilei-
ro que atuou na defesa dos interesses do Brasil em questões fronteiriças e de integra-
ção com países vizinhos. Ele teve papel chave nas negociações que envolviam a cons
–trução dessa ferrovia, especialmente no Tratado de Petrópolis (1903), quando era
Mi-nistro das Relações Exteriores. Durante sua gestão, fortaleceu a imagem
internacional do Brasil, e consolidou a tradição diplomática baseada na solução
pacífica de conflitos.

O Barão do Rio Branco foi um Estadista na concepção da palavra, até porque, ser um
estadista é mais do que ocupar um cargo público. É ter a visão, a liderança e a habilida-
de de tomar decisões que beneficiem o bem comum, pensando no longo prazo e no
futuro da nação. É ter a visão estratégica e consegue articular um projeto de país. É ter
a capacidade de unir pessoas e construir consensos em torno de objetivos comuns, e
de tomar decisões difíceis, mas necessárias, para o bem da coletividade; é ser ético é
ser transparente e responsável em suas ações.

A Rota Bioceânica, uma obra em andamento, quando terminada, bem poderia ser BA-
tizada como “ Rota Bioceânica Barão do Rio Branco”, em homenagem a esse grande
estadista brasileiro, hoje pouco lembrado, mas que teve a visão de um verdadeiro Es-
tadista na construção de uma importante ferrovia internacional que ligaria o Brasil ao
resto do mundo através do Oceano Pacífico. Quem diria que essa obra teve sua conce-
pção 120 anos atrás.

O Presidente da Bolivia no momento em que anunciou o interesse do seu país em in-
tegrar a rota bioceânica, teve um papel de estadista, porque entendeu que essa inte-
gração beneficiará o seu país, seu povo e os países com os quais a Bolivia faz fronteira
e que unidos poderão formar um bloco muito forte econômicamente falando, tendo
como liderança o nosso Brasil. Feliz mesmo estamos nós, os sul-mato-grossense que
terá duas vias para exportar suas riquesas, via Paraguai e agora, via Bolívia.

As expectativas são altamente positivas ao Brasil, mas, particularmente à economia do
Mato Grosso do Sul, com geração de milhares de empregos, aquecendo todos os seto-
res da economia, porém, exigindo dos gestores públicos, a imediata melhoria das vias
de acesso, tanto terrestres como as hidrovias, uma verdadeira rede logística que com-
solidará de vez, a economia regional. Viva o Barão do Rio Branco, O Estadista!

BENEDITO RODRIGUES DA COSTA
Economista




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