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Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 01 abr, 2026

Na Democracia a alternância no poder é salutar!


Tanto salutar como necessária, pois, somente assim a participação do povo que
escolhe seus representantes pode ser sentida, evitando a continuidade de um grupo
dominante, onde o vício na administração se torne caminho fértil à corrupção que
compromete os recursos pagos pelos cidadãos que não têm o respectivo retorno nas
necessidades básicas à população como na educação, na saúde, na segurança, como
também na construção e melhorias das vias públicas e rodovias.

A Democracia pode não ser um sistema perfeito de governo, porém, ainda é o melhor,
sua origem se deu por volta do século V a.c. a palavra democracia vem do grego, “ de-
mos” que significa povo e “kratos” que significa “poder do povo”. Tudo teve origem
em Atenas, onde no ano de 508 a.c. Clístenes implementou reformas que levaram à
criação da democracia Ateniense, onde cidadãos (homens livres, nascidos em Atenas),
tinham direito a participar das decisões políticas da cidade.

A idéia de Democracia evoluiu ao longo da história, influenciando a Revolução France-
as, a Independência dos Estados Unidos e a criação de democracias modernas. É bom
ressaltar que a democracia moderna se desenvolveu principalmente a partir das idéias
iluministas do século XVIII com a Revolução Francesa em 1789 e a Revolução America-
na em 1776, sendo considerados marcos importantes. As democracias modernas são
caracterizadas pelo sistema representativas. Onde os cidadãos elegem representantes
para tomar decisões em seu nome.

Apesar de freqüentes reformas constitucionais, o sistema eleitoral ainda carece de
algo que possa inibir o continuísmo no poder, algo que está enraizado na cultura políti-
ca do país, desde os tempos das capitanias hereditárias, ainda no Brasil Colonial. Os se-
nhores políticos experientes, se utilizam de mecanismos legais para se perpetuarem
no poder,e, ao se aposentarem, já têm seus sucessores devidamente escolhidos, sem
que tal prática não seja considerada ilegal, e muito menos, imoral. Por que não limitar
os mandatos dos vereadores, deputados e senadores em apenas uma reeleição?

Refletindo melhor, política não é profissão, além do mais, propicia a criação de novas
leis, novos regulamentos que sempre se tornaram benefícios em causa própria. Esta-
mos em ano eleitoral, eis aí uma excelente oportunidade para desalojar os políticos
profissionais, que sequer apresentam projetos, emendas, indicações que visem a me-
lhoria de condição de vida das pessoas carentes.

BENEDITO RODRIGUES DA COSTA
Economista




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