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Meio ambiente

Meio ambiente • 09 jun, 2024

Explosão de incêndios e seca histórica atingem bacia do Rio Paraguai


Segundo levantamento, maior parte das chamas se concentra no Mato Grosso do Sul.

Fogo no Pantanal de Mato Grosso do Sul. (Foto: CPA-CBMMS / Mairinco de Pauda)

A explosão de incêndios no Pantanal marcou este ano de maneira intensa. No decorrer do ano, a região atravessa dois períodos distintos: o das chuvas e o da seca.

Em 2024, a temporada de incêndios, que normalmente começa em julho, chegou mais cedo e com força surpreendente, segundo reportagem do G1.

Em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, os focos de incêndio nos primeiros seis meses aumentaram 1025% em comparação com o mesmo período de 2023.

Enquanto isso, o rio Paraguai, que é principal bacia do bioma, já registra seca recorde: está mais de 2 metros abaixo da média.

Em Mato Grosso do Sul (onde está 60% do Pantanal no Brasil) foram registrados 698 focos, entre janeiro e junho de 2024. No ano passado, foram 62 no mesmo período. Em Mato Grosso (onde fica 40% do bioma), foram 495 focos de incêndio em 2024, contra 44 em 2023. Somando os números dos dois estados, foram:

Os dados são do Programa de BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e também revelam que, em 2024, o Pantanal já tem o 2º maior índice de incêndios desde 2010, atrás apenas de 2020, quando o fogo consumiu cerca de 4 milhões de hectares — o equivalente a cerca de 26% do bioma.

Especialistas explicam que o período das chamas no Pantanal, que seria entre os meses de julho e agosto, pode durar até seis meses. Porém, neste ano, o fogo chegou mais cedo, e a seca também.




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