Campo Grande, 29/05/2026 15:14

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

Poesia

Poesia • 25 abr, 2026

Ode à Paixão, Consequência do Amor


 

Ode à Paixão, Consequência do Amor
Graças à paixão,
o mundo se curva em silêncio,
como se cada átomo fosse um coração pulsando,
um incêndio que não consome,
mas recria.
Em consequência do amor,
a linguagem se desfaz
em fragmentos,
palavras tornam-se rios subterrâneos,
correndo sob a pele da existência,
alimentando raízes invisíveis.
Graças à paixão,
o tempo deixa de ser cronologia,
transforma-se em espiral,
onde cada instante é eternidade,
e cada eternidade é apenas um instante.
Em consequência do amor,
a dor se transmuta em claridade,
a ausência em presença,
o vazio em plenitude.
Não há fronteira entre o que falta e o que transborda.
Graças à paixão,
os olhos não veem,
mas ardem,
as mãos não tocam,
mas criam universos,
os corpos não se encontram,
mas se tornam cosmos.
Em consequência do amor,
a morte é apenas metáfora,
um intervalo entre respirações,
um eco que insiste em ser canto.
Graças à paixão,
o humano se descobre infinito,
não pela razão,
mas pelo delírio que o sustenta.
Em consequência do amor,
a vida não é destino,
é invenção,
um poema que nunca se encerra,
um fogo que não se apaga,
um segredo que não se explica.

Rio de Janeiro, 25/04/2026 – às 14h:50
Adgerson Ribeiro de Carvalho Sousa

 

 

 

 




Deixe seu comentário