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Política • 07 jul, 2021

Beleza! Vendas do comércio sobem 1,4% em maio, 2ª alta mensal seguida


Dados da Pesquisa Mensal do Comércio apontam que o setor está quase 4% acima do patamar pré-pandemia, aponta IBGE

Vendas do comércio saltam 1,4% em maio (Foto: Divulgação)

Após superar o patamar pré-pandemia em abril, o comércio viu as vendas crescerem 1,4% em maio, na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (7), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com a segunda variação positiva consecutiva, o setor passa a operar em um patamar 3,9% acima daquele registrado em fevereiro de 2020, último mês sem os impactos da pandemia do novo coronavírus na economia nacional.

No acumulado do ano, as vendas do comércio acumulam ganho de 6,8%. No período dos 12 meses finalizados em maio, o crescimento é de 5,4%, segundo os dados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio). Quando comparadas a maio do ano passado, as vendas no varejo foram 16% maiores neste ano.

Para Cristiano Santos, gerente responsável pela pesquisa, os dados dos últimos 12 confirmam o crescimento no ritmo das vendas, mesmo após inúmeras turbulências. “Em março de 2020, esse indicador [acumulado de 12 meses] estava em 2,2% e depois foi zerado pelos efeitos da pandemia. Após algum tempo, ele foi crescendo de forma lenta e, no início deste ano, caiu novamente por conta do agravamento da pandemia”, analisa ele.

O crescimento do varejo na passagem de abril para maio foi guiado por 26 das 27 unidades da federação. Entre os destaques estão Amapá (23,3%), Ceará (9,4%) e Minas Gerais (9,2%). Já Goiás (-0,3%) foi a única a ter retração no volume de vendas no mês.

Segmentos

Na análise setorial, o aumento nas vendas de maio foi acompanhado por sete das oito atividades que compõem a pesquisa. O destaque do mês ficou por conta de tecidos, vestuário e calçados (16,8%). Na sequência, aparecem artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%), hiper e supermercados (1%) e móveis e eletrodomésticos (0,6%).

“Os setores vêm de trajetórias diferentes. A atividade de tecidos, vestuário e calçados, que teve a maior variação, já havia crescido 6,2%, mas ainda está muito abaixo do que estava antes da pandemia. Além disso, esse setor sofreu outra queda em março deste ano. Então é uma recuperação, mas em cima de uma base de comparação muito baixa”, afirma Santos.




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