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Política • 06 set, 2025

Briga no avião por causa da janela


por Cláudio Henrique de Castro –

Transportar os passageiros com segurança é dever da companhia aérea.           Ocorrendo confusão a bordo. a empresa não pode lavar as mãos e se eximir dessa responsabilidade.

O caso chegou ao poder judiciário, na qual a empresa aérea transportadora foi condenada a indenizar por danos morais duas passageiras que foram agredidas por outros passageiros devido a disputa por um assento ao lado da janela do avião.

Uma mulher com criança de colo ocupou uma dessas poltronas e ao ser informada pelas passageiras de que aquele lugar havia sido previamente comprado por elas, essa mulher se recusou a sair, alegando ser necessário ter “mais empatia”.

As passageiras foram hostilizadas pelos parentes da passageira que sentou antes e ocupou seus lugares e a tripulação só interveio mais tarde para retirar as vítimas daquele voo e realocá-las em outro voo.

Houve falha no serviço oferecido pela aérea, receberam 10 mil reais cada vítima pelo transtorno sofrido (Fonte: Consultor Jurídico).

Esse tipo de confusão pode ocorrer em transporte terrestre, ônibus de turismo e outros. Sempre há alguém que comete este tipo de falha e quer se dar bem, isso acontece em teatros, cinemas com lugares marcados e tudo mais.

Cabe ao prejudicado avisar a organização do evento e fazer valer seu ingresso.

A questão que se relaciona com o caso é a educação que está cada vez mais escassa entre as muitas pessoas, em resumo, o desrespeito com o próximo.

Além é claro de uma violência silenciosa na qual as pessoas quando estão em grupos, se prevalecem.

Uma sociedade que consiga universalizar a educação pública e de alto nível, é bem provável que situações como estas não ocorram.

O processo deu-se contra a companhia aérea, mas bem poderia ter sido contra a família que se sentiu no direito de desrespeitar os lugares marcados previamente.

O direito das pessoas termina quando começa o direito dos outros. Limites existem e precisam ser cumpridos para o convívio social pacífico, pois as regras não são inventadas ao acaso.




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