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Justiça

Justiça, Política • 05 jul, 2018

Lava Jato abre investigação sobre repasses a advogados


A Lava Jato no Rio instaurou uma investigação exclusiva sobre o repasse de quase R$ 165 milhões feitos pela Fecomércio, na gestão de Orlando Diniz, para grandes escritórios de advocacia.

Como revelado na Operação Jabuti, o dinheiro foi transferido ilegalmente dos cofres do Sesc/Senac. Orlando foi solto por Gilmar Mendes.

Como O Antagonista já mostrou, a maior parte desses recurso – cerca de R$ 68 milhões – foi parar na conta do escritório de Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, advogados de Lula.

Outros R$ 25 milhões foram para o escritório de Eduardo Martins, filho do vice-presidente do STJ, Humberto Martins. Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, recebeu outros R$ 12,8 milhões; enquanto Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, embolsou R$ 20 milhões.

Um levantamento inicial apontava para repasses superiores a R$ 180 milhões, mas há a suspeita de que o volume desviado possa ser ainda maior. Se Rodrigo Maia quisesse instalar uma CPI para investigar escritórios de advocacia, pode começar pela lista acima.

Claudio Dantas

O Antagonista




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