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Política • 08 set, 2025

PSD/PL no Governo e vaga do PP ao Senado


               A ESTRATÉGIA É FORTALECER O CONGRESSO DIANTE DO STF

                                       O JOGO A TRÊS? PSD, PL, PP EM CAMPO. (FOTO MONTAGEM)

a filiação do governador Eduardo Riedel ao PP (Partido Progressista) com direito, inclusive, a cargo na formação nacional da nova superfederação criada com o ‘casamento’ do partido com o União Brasil, pode provocar uma nova arquitetura na sucessão eleitoral em Mato Grosso do Sul, começando já a partir de abril do ano que vem.

A briga pelas duas vagas ao Senado passa a ter novos ingredientes, com a projeção além do Mato Grosso do Sul adquirida pela forte presença de Riedel nesse cenário. Aliado aos desdobramentos do quadro político nacional, e, dependendo dos resultados de julgamento anunciado para o começo de setembro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Estado passa a ser ainda mais visado pelo comando nacional do União Progressista.

A senadora Tereza Cristina (PP), que vai presidir o ‘novo União’ no Estado, já avisou que a federação terá um candidato ao Senado na eleição de 2026. Até agora, o nome que vem sendo ‘aquecido’ para essa missão é o do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro, pelo PP.

Tereza segue mexendo o tabuleiro com o ‘peão’ Gerson

Com a filiação de Riedel, surgem novos questionamentos entre os interessados na segunda vaga, por exemplo, uma vez que a primeira ao Senado já é dada como certa ao ex-governador Reinaldo Azambuja (ainda no PSDB), com um pé no PL de Bolsonaro.

Aí é que começa a reviravolta. O futuro cenário, que prevê fortificar o Senado Federal para futuros embates [o projeto nacional é de se criar maioria para poder, inclusive, intervir na ‘soberania absoluta’ do STF], pode ensejar novas acomodações.

O senador Nelsinho Trad (PSD), considerado um dos ‘cabeças’ no Congresso Nacional, onde preside a Comissão de Relações Exteriores nesse período crítico da diplomacia brasileira, não quer ficar de fora do projeto.

O partido dele, que hoje detém o vice-governador Barbosinha, pode ser contemplado com a titularidade, se o tabuleiro da política sul-mato-grossense indicar que Riedel é peça estratégica para o redesenho do Senado, tendo que deixar o Governo em abril como determina a legislação eleitoral, o que abriria caminho para Nelsinho, via o vice, chegar ao Governo de Mato Grosso do Sul como já tentou em 2014. E o nome do PL para o Governo seria o do próprio Reinaldo Azambuja, na dobradinha com  Riedel.

Assim, a chamada ‘direita forte’, como se autodenominam os criadores da superfederação, teriam contemplado o PSD (com o Governo a partir de abril entregue, finalmente, a um nome de Dourados, que vem ameaçando chegar ao posto desde 1982, com José Elias), o PL chega ao Governo com o retorno de Reinaldo, o PP ganha mais um nome no Senado (com Riedel) e ainda fica a negociar a segunda vaga, que pode vir a ser preenchida pelo próprio Nelsinho, a considerar o peso político dele junto ao chefão nacional Gilberto Kassab, ainda mais se o governador paulista Tarcísio vier a ser o nome para disputar a presidência da República.

Nelsinho levou Riedel para 'testemunhar' entrada de Barbosa ao PSD

Nelsinho levou Riedel para ‘testemunhar’ entrada de Barbosa ao PSD

Por via das dúvidas, considerando que daqui até abril ainda faltam oito meses, e que antes disso vem pela frente o julgamento de Bolsonaro – e há, também, outras ações regionais em ebulição -, o governador já marcou a entrega do Hospital Regional de Dourados para setembro e pode fincar outras estacas antes de entregar a cadeira ao ‘grande parceiro’ que adquiriu nessa caminhada. Como, aliás, ‘profetizou’ o senador Trad, muita água ainda vai rolar até às eleições do ano que vem

FONTE – DOURANEWS




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