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Política • 02 jul, 2019

Ação contra Giroto, Amorim e mais 3 por compra de avião de US$ 590 mil é mantida


Denúncia que havia sido pela 3ª Vara Federal de Campo Grande aponta ocultação de bens na aquisição da aeronave

Aeronave apreendida na Aviões de Lama; ex-secretário e mais 4 responderão por ocultação de bem de US$ 590 mil. (Foto: Arquivo)
Aeronave apreendida na Aviões de Lama; ex-secretário e mais 4 responderão por ocultação de bem de US$ 590 mil. (Foto: Arquivo)

O juiz Bruno Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, manteve denúncia originária da Operação Lama Asfáltica envolvendo o ex-secretário de Estado de Obras Públicas e Transportes, Edson Giroto, e o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, acusados ao lado de mais três pessoas de irregularidades na compra, em novembro de 2013, da aeronave Piper Cheyenne I, adquirida por US$ 590 mil (R$ 2,25 milhões em valores atuais).

 O magistrado ainda apresentou argumentos para manter a denúncia na esfera federal, a fim de evitar que a mesma seja remetida ao Judiciário estadual –como pleiteiam réus de outras ações da Lama.

A aeronave seria mais uma apreendida durante as apurações –entre elas está o Phenom 100 batizado de “Cheia de Charme”. Em 2016, a Aviões de Lama, terceira fase da operação, apontou justamente a venda de bens de alto valor para divisão, entre os investigados, dos valores apurados. A aeronave em questão teria sido comprada se usando outra, de menor valor, como parte do negócio.

O MPF (Ministério Público Federal) acusou Giroto –já condenado em uma primeira ação proveniente das investigações da Lama– de “livre e conscientemente” aceitar receber, em função do cargo na Seop, “vantagem indevida consistente na aeronave”. Provas colhidas na operação e arquivos de computadores aprendidos apontaram que a importação da aeronave se deu por meio de João Amorim e sua sócia, Elza Cristina Araújo dos Santos. O avião foi registrado em nome da empresa ASE Participações e Eventos, com o ex-secretário acompanhando o processo de compra e registro.

A compra, porém, teria sido intermediada por Gerson Mauro Martins, que trouxe a aeronave para o Brasil em 2014 e a pilotou até a alienação, dois anos depois. Cunhado de Giroto, Flávio Scrocchio teria arcado com as despesas de manutenção e viagem do avião por meio de sua empresa Terrasat, firmando em seguida contrato de compra de venda da aeronave PT-TSM –usada como pagamento parcial pela Piper Cheyenne. Martins ainda teria recebido comissão pela venda e atuando na entrega ao comprador final.

Giroto seria o verdadeiro dono de aeronave. (Foto: Arquivo)Giroto seria o verdadeiro dono de aeronave. (Foto: Arquivo)

Reação – “Agindo desta forma, a denúncia narra que os denunciados incorreram na prática de lavagem de bens e valores, Edson Giroto, na qualidade de real proprietário ‘oculto’ da aeronave e os demais corréus concorrendo para a ocultação da origem e propriedade do bem, assim como para dissimulação de sua movimentação e disposição”, destacou a denúncia. O MPF pede que o ex-secretário seja condenado a pagar R$ 3,8 milhões (entre danos materiais e danos transdividuais); Amorim e Scrocchio a R$ 1,26 milhão; e Elza e Gerson a R$ 633 mil cada.

Fonte – Campo Grande News – Por Humberto Marques




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