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Política

Política • 24 mar, 2020

POR FALAR EM IDOSOS


Todas as grandes cidades do mundo estão fechando tudo que não é essencial.
Até os cassinos de Las Vegas, no deserto, estão fechados.

Capitalistas e donos de banco não fecham seus negócios senão em excepcional situação de risco.
Os líderes mundiais, bem orientados por cientistas, estão conscientes que haverá uma quebradeira mundial, com desemprego em massa e milhões de falências, além de muito desabastecimento em seus países. Nada pior para um político.

Nas grandes guerras aconteceu o mesmo em alguns países, que logo se recuperaram – e o Japão é um exemplo.
Entretanto, esses presidentes e ministros chegaram a uma conclusão: não há outra escolha.

O prefeito de Nova Iorque, a cidade mais rica do mundo, onde está o maior mercado do planeta, já comunica que em dez dias não haverá mais vagas em hospitais e que estão reaproveitando máscaras e dividindo respiradores.

Em todo o mundo as forças armadas estão montando hospitais de guerra e está faltando tudo na Europa em termos de equipamentos para a saúde.
Eu adoraria e rezo para estar errado e certos os que minimizam a pandemia.
Mas as notícias não permitem que me anime.
Vamos sofrer no bolso, é verdade – e os pobres sofrerão muito mais .

Haverá riscos de saques e criminosos estão sendo soltos, mas estamos em estado de calamidade – e numa guerra onde o inimigo é invisível e escolhe os idosos e debilitados como vítimas.

Infelizmente as mortes dos idosos são admitidas com certa naturalidade e fatalismo.
As estatísticas já estão sendo deixadas de lado pela certeza da progressão geométrica.

No conflito, o essencial é sobreviver, permanecer vivo.
É o que importa para curtir os anos incertos que nos restam e podem ser muito preciosos e bem vividos.
O resto se ajeitará.

A pandemia de 1918 matou dezenas de milhões no mundo, no Brasil e em Curitiba.
A população era muito menor e ela durou cerca de dez meses .
Depois, desapareceu como surgiu.

As chances de sobrevivência dos idoso ainda são muitíssimo elevadas.
Nunca na história da humanidade tantos buscaram juntos uma vacina e um remédio com igual apoio da ciência.

É o que esperamos.

Por José Maria Correa




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