Campo Grande, 29/05/2026 17:09

Blog do Manoel Afonso

Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

Política

Política • 19 fev, 2025

Morte de jornalista mostra problemas na Casa da Mulher Brasileira


 

A  morte da jornalista Vanessa Ricarte, assassinada pelo noivo, o músico Caio Nascimento, gerou grande repercussão nacional e levou autoridades públicas a discutir mudanças na gestão e no atendimento da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande.

Em busca de soluções para aprimorar a proteção às mulheres vítimas de violência, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Ministério das Mulheres realizaram uma reunião na manhã desta terça-feira (18).

O encontro contou com a presença do governador Eduardo Riedel e da ministra Cida Gonçalves, além de equipes técnicas do Governo Federal e da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania).

O objetivo foi definir ações prioritárias e imediatas para fortalecer os serviços prestados pela Casa da Mulher Brasileira, reconhecendo falhas no sistema de acolhimento e proteção.

“A ministra Cida veio pessoalmente e, diante dessa situação que estamos vivendo, trouxe uma série de observações e análises. Nós falhamos enquanto Estado, as diversas instituições falharam. Não se trata de um erro individual, mas sim do processo como um todo: da informação, da tecnologia, do equipamento. A ministra vem para corroborar e apontar melhorias que já estamos discutindo”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Como parte das medidas emergenciais, o governador designou o vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha) para acompanhar de perto a implementação das mudanças.

Segundo ele, a reformulação da Casa da Mulher Brasileira deve envolver revisão de protocolos, aprimoramento de sistemas, reforço das equipes e maior integração entre as instituições responsáveis pelo atendimento às vítimas, como Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Polícia Civil e equipes psicossociais.

A tragédia de Vanessa Ricarte escancarou a necessidade urgente de aperfeiçoamento dos mecanismos de proteção às mulheres em situação de violência. Com essa mobilização conjunta entre os governos federal e estadual, a expectativa é de que mudanças estruturais sejam implementadas para evitar que novos casos como esse se repitam.

PARCERIA 

No encontro, o Governo do Estado confirmou o trabalho em parceria para melhorar a atuação da Casa da Mulher Brasileira, e de forma inovadora, contribuir para que os processos sejam unificados, garantindo a eficiência do serviço prestado no local.

“A gente tem um histórico de ótimos serviços prestados, e temos problemas. Então, vamos nos debruçar sobre os problemas. O principal é olhar com lupa todos esses processos e investir o que for preciso nessa cadeia de ação para que a gente tenha essa resposta para proteção às mulheres”, afirmou Riedel.

Campo Grande, foi a primeira cidade do País a receber uma Casa da Mulher Brasileira – inaugurada em fevereiro de 2015. Além da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, o Estado conta com ‘Salas Lilás’ em 48 municípios, espaços exclusivos de atendimento de mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência doméstica ou sexual ou em situação de vulnerabilidade.

“É importante a gente dizer que hoje, nós não conseguimos ter um sistema que um converse com o outro, que as informações corram por dentro da casa, o sistema ainda é manual. As falhas são de toda a estrutura organizacional da casa, o sistema tecnológico que ainda está aquém do que é necessário para atender as mulheres em situação de violência. Eu quero dizer às mulheres de Campo Grande, de Mato Grosso do Sul, acreditem nesse serviço, não desistam, nós estamos aqui para melhorar, porque ele é um serviço de qualidade, e nós vamos verificar e voltar à gestão das diretrizes e protocolos que nós tínhamos desde o início, quando a casa foi pensada, do atendimento integrado, humanizado”, disse a ministra Cida.

Também participaram da reunião o vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), a secretária Viviane Luiza (SEC), a subsecretária Manuela Bailosa (Políticas Públicas para as Mulheres), além de Graziele Carra Dias (ouvidora do Ministério), Pagu Rodrigues (Diretora de Proteção de Direitos), Katia Guimarães (chefe de gabinete da ministra) e Marcelo Seferin Pontes (coordenador-geral de Infraestrutura).




Deixe seu comentário