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Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 25 ago, 2025

Briga no avião para se sentar na janela


Cláudio Henrique de Castro –

Transportar os passageiros com segurança é dever da companhia
aérea.

Ocorrendo confusão a bordo a empresa não pode lavar as mãos e se
eximir dessa responsabilidade.

O caso chegou ao poder judiciário, na qual a empresa aérea

transportadora foi condenada a indenizar por danos morais duas passageiras
que foram agredidas por outros passageiros devido à disputa por um assento
ao lado da janela do avião.

Uma mulher com criança de colo ocupou uma dessas poltronas e ao ser
informada pelas passageiras de que aquele lugar havia sido previamente
comprado por elas, essa mulher se recusou a sair, alegando ser necessário ter
“mais empatia”.

As passageiras foram hostilizadas pelos parentes da passageira que
sentou antes e ocupou seus lugares e a tripulação só interveio mais tarde para
retirar as vítimas daquele voo e realocá-las em outro voo.

Houve falha no serviço oferecido pela aérea, receberam 10 mil reais
cada vítima pelo transtorno sofrido (Fonte: Consultor Jurídico).

Esse tipo de confusão pode ocorrer em transporte terrestre, ônibus de
turismo e outros. Sempre há alguém que comete este tipo de falha e quer se
dar bem, isso acontece em teatros, cinemas com lugares marcados e tudo
mais.

Cabe ao prejudicado avisar a organização do evento e fazer valer seu
ingresso.

A questão que se relaciona com o caso é a educação que está cada vez
mais escassa entre as muitas pessoas, em resumo, o desrespeito com o
próximo.

Além é claro de uma violência silenciosa na qual as pessoas quando
estão em grupos, se prevalecem.

Uma sociedade que consiga universalizar a educação pública e de alto
nível, é bem provável que situações como estas não ocorram.

O processo deu-se contra a companhia aérea, mas bem poderia ter sido
contra a família que se sentiu no direito de desrespeitar os lugares marcados
previamente.

O direito das pessoas termina quando começa o direito dos outros.

Limites existem e precisam ser cumpridos para o convívio social pacífico, pois
as regras não são inventadas ao acaso.




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