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Artigos • 18 set, 2025

Parabéns Corumbá pelos seus 247 anos de fundação


Essa efeméride aconteceu no dia 21 de Setembro de 1778. Corumba também conheci-
da por Cidade Branca, por haver sido edificada na morraria de pedras calcárias, porém,
ela é também conhecida como a Capital do Pantanal, eis que 65 mil quilômetros qua-
drados do município estão situados nessa que é a maior planície alagada do Planeta. A
Cidade Branca possui uma forte relação com a cultura e também com a história, basta
que se recorde o triste evento da guerra com o Paraguai, cujas forças invadiram a Ci-
dade em 1865, e retomada pelas forças armadas no dia 13 de junho de 1867.

Ao completar 247 anos de fundação, a comunidade corumbaense têm acesa a espe-
rança do soerguimento da Cidade Branca, que no passado foi considerada o eldorado
do centro oeste brasileiro, pela sua diversidade econômica, e também por sua situação
geográfica. Éra tão importante no aspecto econômico/financeiro, que o Banco do Bra-
sil instalou na cidade, a sua 14ª agência. Dotada de um Porto Fluvial considerado como
o mais importante da América Latina. Ali aportavam grandes navios de diversos países
conduzindo cargas e passageiros, muitos dos quais ali se estabeleceram.

Corumbá é uma cidade rica, com um imenso potencial a ser esplorado, bastando atra-
ir investidores com capacidade econômica e experiência nas áreas pretendidas, porém
a ausência da Estrada de Ferro se constitui em enorme dificuldade para o transporte
de materiais e produtos pesados. A rodovia não mais suporta o fluxo dos pesados com-
boios de caminhãos transportando minério de ferro. A ponte sobre o Rio Paraguai já se
mostra desgastada, necessitando de constantes reparos.

A Cidade Branca possui uma riqueza imaterial muito admirada pelos turistas que a visi-
tam, que é o seu Por do Sol, ele é inigualável. Na década de 1960, quando o Presidente
Janio Quadros foi deposto do governo, foi mandado para Corumbá a fim de cumprir
um confinamento, sendo hospedado no Hotel Santa Mônica, junto a ele, sua esposa,
Dª. Elohá que era uma artista plástica renomada. Da janela do seu apartamento, pode
perceber o Pôr do Sol de Corumbá, e sua inspiração a levou a registrar na tela tão im-
portante panorama, que segundo ela, levaria para sua residência em São Paulo, para
fazer parte de seu acervo pessoal.

E assim, o nosso marcante e inesquecível Pôr do Sol tornou-se pano de fundo de mui-
tas histórias, da minha, da sua e de todas as vidas que tocou e iluminou. E como dizia a
música “ Só quem conhece não esquece o Por do Sol desse lugar, Cidade Branca, Meu
Pantanal. Mas, Corumbá tem Carnaval, tem São João, tem Festival da América do Sul,
tem gente hospitaleira sempre disposta a receber de braços abertos quem a visita,
com a certeza de que voltarão, porque também o Porto Geral virou atração.

BENEDITO RODRIGUES DA COSTA
Economista




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