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Política • 02 mar, 2026

“Acorda Brasil’: manifestações mobilizam milhares em São Paulo e capitais


Manifestações do movimento “Acorda, Brasil” reuniram multidões em diversas capitais do país neste domingo .
Flávio Bolsonaro durante o ato na Paulista. (Foto: Divulgação)

Atos convocados por lideranças da direita aconteceram em Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, reunindo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro desde as primeiras horas da manhã em pontos turísticos e vias centrais.

Na capital federal, Brasília, a concentração começou às 10h em frente ao Museu da República, com uso de carro de som. Entre as autoridades presentes estavam os senadores Izalci Lucas e Rogério Marinho, além da deputada federal Bia Kicis.

Os discursos defenderam anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticaram o que chamaram de “arbitrariedades”.

Ainda em Brasília, Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, optou por circular entre os manifestantes. “Preferi ficar no meio do público, ouvir e sentir o que as pessoas têm a dizer”, afirmou.

Avenida Paulista concentra milhares em São Paulo

Em São Paulo, milhares de pessoas se reuniram antes do meio-dia nas imediações do MASP, na Avenida Paulista. O carro de som “Avassalador” concentrou lideranças como o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, além dos deputados federais Ricardo Salles e Philippe de Orleans e Bragança.

Símbolos tradicionais das manifestações da direita voltaram a aparecer, como o boneco do Pixuleco representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário. Também chamou atenção uma versão com Bolsonaro censurado, com a frase “Falem por mim!”, em referência a críticas sobre liberdade de expressão.

Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes pediram liberdade para Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro chegou à Avenida Paulista por volta das 15h, acompanhado do governador Romeu Zema, do deputado Nikolas Ferreira e do pastor Silas Malafaia.

Belo Horizonte e Salvador também registram grandes atos

Em Belo Horizonte, Nikolas Ferreira reuniu uma multidão na Praça da Liberdade e encontrou o governador Romeu Zema, cotado para compor uma futura chapa da direita. Em tom descontraído, o deputado escreveu à mão o lema “Acorda, Brasil!” na camiseta branca do governador.

Já em Salvador, a concentração ocorreu em frente ao Farol da Barra. Os manifestantes seguiram em cortejo pela Avenida Oceânica, animados por carros de som e palavras de ordem patrióticas.

Principais pautas defendidas nos atos

Entre as principais bandeiras levantadas nas manifestações estão o pedido de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, críticas ao governo Lula, a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria e pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Também aparecem pautas recorrentes da direita, como combate à corrupção e críticas ao aumento de impostos.

Apesar da mobilização, o tom contra o STF não é consenso entre lideranças conservadoras. Flávio Bolsonaro tem adotado postura mais moderada, buscando diálogo com setores do centro político.

Ato marca cenário de pré-campanha na direita

A mobilização deste domingo ocorre em meio à reorganização do campo conservador e é vista por aliados como um teste de força para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Escolhido por Jair Bolsonaro como nome do PL para a disputa presidencial, o senador tem intensificado articulações nacionais.

Para o cientista político Gustavo Macedo, professor do Insper, as manifestações funcionam como termômetro eleitoral. “Vivemos um clima de campanha permanente. Esses atos ajudam a testar quais pautas mobilizam mais o eleitorado”, avaliou. (Com agências nacionais)




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