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Opinião e atitude no Mato Grosso do Sul

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Artigos • 18 ago, 2025

AS RESPOSTAS AUTOMÁTICAS


(Cláudio Henrique de Castro) –

Tornou-se normal os consumidores de produtos e serviços demorarem
para serem atendidos.

Não há mais telefone ou loja física para os consumidores poderem
interagir com as empresas ou corporações.

Tudo está ficando cada vez mais automatizado.
Perguntas com respostas prontas, num sistema articulado para negar
direitos aos consumidores.

Nos serviços bancários a coisa é mais automática ainda, até falar com
alguém que possa responder questões básicas leva-se um tempão, e quando a
pessoa é atendida, o teleatendente passa para seu superior e no final, a linha
cai.

Redução de pessoal dá muito lucro e, também a sensível corrosão na
qualidade do atendimento.

Outra resposta automática é feita pelo whatsapp ou pelo correio
eletrônico

simplesmente negativa da pretensão do consumidor, cuja mensagem diz que
não aceita respostas. Em síntese, uma resposta que se fosse pessoal seria um
abandono da discussão; dar as costas ou os ombros ao interlocutor.

Para estas situações não há regulação legal suficiente.
Os órgãos de repressão dessas práticas, na sua maioria, estão à serviço
das corporações e pouco se importam com tais questões.

O que fazer então?
Imprimir ou salvar essas respostas para demonstrar a negligência no
atendimento à solução da prestação do serviço ou na aquisição de produtos e
partir para a fila das demandas junto ao poder judiciário. Coisa que não é feita
pois os valores, muitas vezes, nem compensam esse trabalho. Resultado, o
consumidor desiste, antes de tentar.

Até que o Código de Defesa do Consumidor seja atualizado ou os
órgãos de regulação atendam, exclusivamente, os legítimos interesses dos
consumidores, este tipo de resposta de parte das corporações ficará cada vez
mais automatizada, e, em consequência, também desumanizada.




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