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Artigos • 13 jun, 2025

Mais amor, menos convenções


por Leonardo Bessa – 

Entendo a função social do Dia dos Namorados, celebrado ontem. Não deixa de ser um respiro no meio do caos da rotina para aqueles casais com filhos, que anseiam por uma noite de folga, deixando as crianças na casa dos avós para curtir a dois. Mas, me preocupa quando deixamos o amor restrito à essa data. Quando só mandamos flores, presentes e publicamos declarações nas redes sociais no tão aguardado 12 de junho.

Amor é uma prática diária, como sabiamente me disse um colega em bate papo dia desses, ao se referir à relação com a filha, enquanto esperávamos as pequenas saírem da aula de balé. Entendo que vale para todas as relações amorosas. Andei lendo sobre isso, no excelente livro “Tudo Sobre o Amor: novas perspectivas”, da norte-americana Bel Hooks, que “amor é o que o amor faz”. Segundo a autora, amar é um ato de vontade.

A gente precisa se dedicar ao amor, praticá-lo todos os dias, de coração. Volta e meia, eu e minha esposa lemos alguns trechos do livro antes de dormir. Lemos um pro outro, alternando capítulos, de mãos dadas. Vamos dormir mais leves e conectados. Temos plena consciência da rotina que nos cerca, mas nem por isso deixamos de ser carinhosos e procuramos criar brechas na agenda para estar juntos. Ser presentes um para o outro.

Nesse dia 12 saímos pra comemorar. Mas, eu fiz almoço, lavei bastante louça e tirei os lixos da cozinha e dos banheiros. Cuidar do ambiente em que a gente vive também é uma forma de dizer Eu te Amo. Dia após dia.

Não sou idealista, sei que o cotidiano de um casal é intenso, ainda mais quando filhos entram na equação. Mas, se não nos dedicarmos de corpo e alma ao amor, o que nos restará, senão ligar correndo para a floricultura no Dia dos Namorados para encomendar um presente de última hora?




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