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Artigos • 06 ago, 2021

Messi é dinheiro


(por Thea Tavares)

Pausa nas Olimpíadas, só se fala em Messi e nas tais regras do chamado “fair play financeiro”, que tenta inibir a lavanderia de dinheiro que entra em campo com os grandes espetáculos do futebol. Mas o anúncio da saída de Lionel Messi do Barcelona também chama a atenção pelos números incríveis do desempenho do boleiro argentino no time em que ele se despede no momento: foram 17 temporadas, com 672 gols marcados, ou seja, uma média de quase 40 gols por temporada, praticamente uma e uma fração de finalização exitosa por partida jogada nesse período.

Se pegarmos pura e simplesmente o desempenho dele e de outros craques em outros campeonatos e ligas de futebol por aí para comparar, a diferença continua gritando. Mas, sem desmerecer um milímetro o prestígio e o reconhecimento com a performance do hexa jogador bola de ouro da FIFA com suas façanhas nas diversas arenas, vamos com muita calma nessa hora olhar com lente de aumento para as estatísticas. No campeonato espanhol deste ano (2020/2021), Messi, aos 34 anos de idade, foi artilheiro pelo Barcelona com 30 gols marcados. No ano anterior, foi igualmente artilheiro com 25 gols e na temporada 2018/2019, a última sem o assombro da pandemia, sua artilharia foi garantida com 36 bolas encaixadas no fundo da rede.

Na estante da prataria da casa, o Brasileirão, guardadas as devidas diferenças do calendário, vamos conferir as marcas da artilharia de Claudinho, do Bragantino, com 18 gols em 2020/2021, de Gabigol do Flamengo, com 25 em 2019 e de novo ele, Gabigol, só que pelo Santos, com 18 gols em 2018. Na história da artilharia brasileira, com registros de 1971 para cá, ainda vamos encontrar a marca de 34 gols do Washington em 2004 pelo Furacão, quando o time foi vice campeão, e a do Edmundo, com 29 gols pelo Vasco, em 1997, além de outras.

Alguém pode dizer, com toda razão, mas não dá pra misturar alhos com bugalhos, ou seja, comparar as desproporções em competitividade e muito menos a financeira (o que dá tudo no mesmo pacote de efeito tostines) entre a realidade dos campeonatos espanhol e brasileiro. Aqui e de um modo geral, temos, sim, um campeonato mais equilibrado do ponto de vista das chances dos times em disputa e até da ausência do debate sobre fair play financeiro, uma vez que todos estão praticamente remando no mesmo barco furado e com o mesmo tom de chororô.

É mais fácil marcar gol por lá? Olhemos para outro campeonato europeu, com mais equilíbrio nos times que disputam e, portanto, tão competitivo quanto o Brasileirão: a Premier League ou campeonato inglês! Por lá, Harry Kane, do Tottenham, marcou 23 gols na temporada 2020/2021; Jamie Vardy, do Leicester City, também emplacou 23 em 2019/2020, no retorno da pandemia, e Salah, do Liverpool, 22 em 2018/2019, último ano isento dos efeitos da pandemia sobre o esporte. Aliás, Salah vinha de um bicampeonato na PL, pois na temporada anterior sua artilharia bateu a marca de 32 gols. Na Série A do italiano, um pouca mais competitiva e disputada que a LaLiga, Cristiano Ronaldo emplacou 29 gols (2020/2021) com a camisa da Juventus, Ciro Immobile fez 36 (2019/2020) pela Lázio e Fabio Quaglierella marcou 26 gols (2018/2019) pelo Sampdoria. Continue lendo 

 

Fonte – Blog do Zé Beto



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