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Política • 24 set, 2024

Debate Midiamax: candidatos sobem o tom na discussão de propostas


Debate foi realizado na presença de todos os candidatos deferidos pela Justiça Eleitoral de MS e com elevado nível de proposições de ideias, além de alfinetadas.

( Evelin Caceres) – O Debate Midiamax, realizado nesta segunda-feira (23) no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), teve a presença de todos os sete candidatos deferidos pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul e com elevado nível de proposições de ideias, além de alfinetadas entre todos os que disputam a Prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2024.

Assim, estiveram presentes Rose Modesto (União Brasil), Adriane Lopes (PP), Camila Jara (PT), Beto Figueiró (Novo), Luso de Queiroz (Psol), Ubirajara Martins (DC) e Beto Pereira (PSDB).

Jornal Midiamax ultrapassou todos os recordes de transmissão local com o debate desta noite, com mais de 14 mil pessoas assistindo a transmissão ao vivo pelo canal no YouTube e mais de 4 mil perfis simultâneos na transmissão do Instagram do jornal.

Alfinetadas: ‘competência’ e ‘país das maravilhas’

primeiro bloco foi marcado pelo sorteio dos candidatos para confronto direto, com tema livre. Cada candidato teve direito a fazer uma pergunta para outro, também definido por meio de sorteio.

O primeiro sorteado para fazer as perguntas foi Beto Figueiró (Novo), para Beto Pereira (PSDB). Com tema livre, Figueiró questionou Beto sobre sempre votar contra as pautas da direita e, agora, contar com o apoio de Jair Bolsonaro (PT). “Acredita que o senhor receberá os votos verde-amarelos?”, questionou, lembrando a briga entre os dois na Justiça pelo uso das cores do partido.

Luso questionou sobre o ICMS e a redução dos incentivos fiscais destinados a Campo Grande para a candidata Camila Jara (PT). “Sabemos que a maior redução fiscal é no ICMS, com quedas de 67% a 90%”, disse.

Em resposta, a candidata do PT afirmou que falta um plano de desenvolvimento econômico e industrial para a cidade. Ela prometeu criar um polo industrial verde, associado ao agronegócio sustentável, destacando que Campo Grande poderá ganhar mercado com a Rota Bioceânica.

Ubirajara Martins (DC) foi o terceiro sorteado, questionando Adriane Lopes (PP) sobre o Hospital Municipal. “Há 20 anos não se constrói um novo leito hospitalar para essa cidade”, respondeu a atual prefeita. “Viável e em modelo moderno”, disse sobre o projeto.

Na réplica, Ubirajara questiona o motivo de Adriane não investir em um hospital que já existe. “O custo será de R$ 5 milhões por trinta anos, por que não pega esse dinheiro e investe na Santa Casa?”

Na tréplica, a candidata do PP disse que “a proposta foi aprovada pela Câmara Municipal de Campo Grande. E o custo se você for avaliar os R$ 40 milhões que é investido em compras de vagas, é um custo válido. Vai ser uma solução para saúde de Campo Grande”.

A quarta candidata sorteada foi Adriane Lopes (PP), que fez a pergunta para Rose Modesto (União Brasil). Adriane questionou diretamente sobre as entregas para Campo Grande, enquanto superintendente da Sudeco.

Rose comentou sobre o compromisso com a região. “Meu compromisso é garantirmos fazer da região do Centro-Oeste grandes oportunidades, criamos o FCO Mulher empreendedora pela primeira vez da história. Que bom que fazemos política escolhendo melhores cargos, cheguei por competência, diferente da senhora que está há mais de dois anos da prefeitura e deixa mais de 70 mil pessoas na fila da dor, esperando consulta, cirurgia ou exame”, disse Rose.

Camila Jara (PT) questionou Ubirajara sobre a falta de medicamentos nos postos de saúde, bem como a falta de atendimento. Ela também falou sobre a falta de atendimento e a responsabilidade da prefeitura.

O tempo de Camila terminou antes que ela concluísse a pergunta. Ubirajara retomou a fala sobre o Hospital Municipal, lembrando a falta de atendimento de 7 mil pacientes no CAPS. “Eu quero fazer, temos que investir na infraestrutura que já temos”.

“Vamos ser conservador do dinheiro público. É Alice no país das maravilhas, com todo respeito”, afirmou, dizendo que a gestão não vê a realidade.

Comentários ácidos

segundo bloco foi marcado pelo embate e comentários ácidos entre os candidatos. Isso porque todos puderam comentar ao menos uma das perguntas e respostas no confronto direto.

As perguntas desse bloco começaram com o candidato Beto Pereira (PSDB), que perguntou para a atual prefeita Adriane Lopes (PP), com comentários feitos pelo candidato Beto Figueiró (Novo).

Beto Pereira (PSDB) escolheu perguntar para Adriane Lopes (PP) sobre os corredores de ônibus e terminais de pré-embarque inacabados.

“Prefeita, a senhora está na prefeitura há oito anos. Acompanhou a instalação dos terminais de pré-embarque. Qual sua avaliação dos pontos de ônibus no meio da rua?” questionou.

Já a candidata Rose Modesto (União) questionou o candidato do PSDB, Beto Pereira, sobre condenações no TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de MS) de quando foi prefeito de Terenos.

“Não podemos passar, faltando menos de duas semanas das eleições sem você comentar suas condenações no TCE. Vi entrevista sua dizendo que é ficha limpa, o fato de você poder ser candidato não tem nada a ver, foi condenado em três processos de quando foi prefeito de Terenos. É ficha suja, é importante que você fale isso”.

Luso questionou Ubirajara sobre as falas do também candidato Beto Pereira (PSDB) a respeito de responsabilidade fiscal:

“Beto Pereira fala em toda entrevista sobre responsabilidade fiscal, mas no palanque dele há figuras de grande custo político, como André Puccinelli, Nelsinho Trad e Soraya Thronicke. Como ele vai honrar essas alianças?”, indagou Luso.

Em resposta, Ubirajara Martins (DC) afirmou que Beto Pereira tem o maior fundo eleitoral e que a prefeitura já está “loteada”. “Só dá ele. O povo já está cansado de ver Beto Pereira na televisão”, declarou.

“Quem fala é papagaio realmente, porque falar e não cumprir já faz parte da sua vida” conclui.

O candidato Beto Figueiró (Novo) finalizou o segundo bloco perguntando para Rose Modesto (União Brasil) sobre a dinâmica da política que permite que ela “mude de grupos políticos”. O candidato Luso de Queiroz (Psol) comentou.

A candidata Rose Modesto respondeu dizendo sobre a aliança com partidos. “Minha aliança é com o PDT e nunca fui tão atacada na minha vida”. Rose explica que fez aliança com o PDT. “Quis caminhar comigo e compreendeu que o melhor projeto para Campo Grande é o meu”.

Ainda, aproveitou para alfinetar Figueiró: “Talvez o senhor não me conheça tão bem assim, apesar de eu ter apoiado o Capitão Contar no 2º turno das últimas eleições, as quais o senhor foi vice”. Aproveitou para lamentar a divulgação de fake news que vem sofrendo. “Quem fez e mandou fazer estão aqui. Mas tem alguém que vê tudo, é Deus”, comentou.

Terceiro bloco de temas definidos

No terceiro bloco do Debate Midiamax, os candidatos foram sorteados para responderem sobre temas já determinados, de relevância para a futura gestão na Prefeitura de Campo Grande. São assuntos como saúde, emprego, corrupção, transparência e habitação.

O primeiro sorteado foi Beto Figueiró (Novo), para questionar Adriane Lopes (PP) sobre desenvolvimento econômico e emprego. Figueiró falou sobre liberdade empresarial e a falta de aprovação para empreendimentos imobiliários. Então, questionou o que seria diferente na próxima possível gestão de Adriane.

A atual prefeita respondeu que assumiu há dois anos. “Em dois anos é pouco tempo, você não consegue resolver o problema de uma cidade”, afirmou. A candidata ainda falou sobre a Rota Bioceânica e afirmou que Campo Grande é referência em transparência no serviço público.

Rose foi sorteada em seguida para perguntar e escolheu Beto Figueiró para responder. Rose citou o aumento de 500% de alunos com transtornos e deficiências na rede municipal. Assim, perguntou a política pública para inclusão dos alunos.

Figueiró disse que no plano de governo está a intenção de por Campo Grande como a capital brasileira da paralimpíada. “Através dos nossos estudos identificamos esse dinheiro parado que pode transformar vidas”, indicou sobre o projeto.

Afirmou que falta um olhar “verdadeiro amoroso” da classe política de Campo Grande com o setor e pretende mudar issso. “Através desse projeto de transformar Campo Grande em capital Paralímpica, queremos facilitar e impactar o futuro desses jovens e atletas olímpicos”.

Na réplica, Rose afirma que um dos maiores problemas é a falta de laudo e disse que vai criar equipes multidisciplinares para ‘laudar’ e aumentar número de profissinais da área.

Na tréplica, o candidato do NOVO disse que tem um “olhar amoroso” para as pessoas com deficiência, e se preocupa em dar uma educação de fato especializada para esse público. “A partir de 1° de janeiro estaremos investindo nisso”.

Beto Pereira (PSDB) foi o sorteado para questionar sobre assistência social. A escolhida para a resposta foi Camila Jara (PT). “Como você pretende arrumar a assistência social em Campo Grande se a capital aparece como uma das piores gestões entre as capitais?”, questionou Beto.

“Para arrumar a bagunça, temos que acabar com a folha secreta e fazer com que todas as áreas tenham condições de crescer. Vamos garantir para a população de rua, internação. Precisamos tratar essas pessoas como invisíveis ao poder público”, disse.




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