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Política • 12 jun, 2024

Suplente pedirá cassação do mandato de João Rocha


O vereador João Rocha (PP) corre o risco de perder o mandato após a suplente Laís Ferreira Paulino Borges (PSDB), conhecida como “Laís Paulino”, acionar o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), nesta quarta-feira (12), para pedir sua posse na Câmara de Campo Grande sob alegação de que ele trocou o PSDB pelo PP fora da janela partidária.
Vereador João Rocha (PP) (Foto: Divulgação)

Essa é a segunda intervenção que o TRE precisará realizar nas últimas semanas devido à troca de partidos em situações não previstas pela legislação. O primeiro caso envolveu a disputa pelo mandato do vereador Claudinho Serra, atualmente ocupado por Gian Sandin.

Antes de Carlão dar posse ao Dr. Lívio, que havia abandonado o PSDB e hoje se encontra no União Brasil, o presidente da Câmara, Carlos Augusto Borges, empossou Sandin. Como a troca de partido se deu fora da janela partidária, o médico acabou perdendo o mandato exercido por 48 horas.

Laís Paulino reivindicou o mandato do vereador João Rocha, que se filiou ao PP em abril de 2022, fora da “janela partidária”, ingressando com ação declaratória de perda de mandato eletivo por infidelidade partidária, informa o portal VoxMS.

Como a vaga, segundo o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TTSE (ribunal Superior Eleitoral), pertence ao PSDB, Laís Paulino entende que o vereador João Rocha tem de deixar o exercício do mandato para que ela seja empossada na vaga.

Troca-troca

Segundo informações do jornal Correio do Estado, no dia 7 de abril de 2022, durante a sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Professor João Rocha anunciou a saída do PSDB para entrar no PP.

Na ocasião, João Rocha agradeceu os colegas do ninho tucano por terem aberto portas e contribuído em sua caminhada para uma política de entendimento.

“Trago nesta sessão, o sentimento de gratidão. Venho manifestar esse sentimento ao PSDB, partido que eu estive junto por 23 anos, onde sempre fui muito bem acolhido, tive espaço para ajudar e contribuir de diversas formas na Capital. Agradeço todas as portas que foram abertas e todo acolhimento que tive com os colegas tucanos”, disse o vereador.

Ele contou que o convite para integrar o progressista veio da então deputada federal Tereza Cristina, que tinha acabado de assumir a reestruturação do PP em Mato Grosso do Sul.

O vereador afirmou que iria trabalhar com o mesmo compromisso e empenho no PP, como foi no PSDB, jamais se esquecendo dos grandes líderes que o ajudaram e que são exemplos, como Marisa Serrano e Ruben Figueiró.

Em relação a transição de partido, o vereador enfatizou sobre a política de soma, de aglutinar e não sobre uma política de rompimento.

Política é arte

“A política é uma arte do entendimento, onde nós discutimos ideias, discutimos propostas e não podemos rivalizar e nem quebrar. Fazer uma política grande, que a população espera daqueles que serão escolhidos para bem representar e trabalhar pela Capital, pelo Estado e pelo país”, disse.

No ano passado, logo que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), migrou para o PP, o vereador assumiu o cargo de secretário municipal de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande. Porém, no início deste ano, ele deixou o cargo e retornou para a Câmara Municipal porque vai tentar a reeleição no pleito do próximo dia 6 de outubro




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