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Política

Política • 15 jul, 2019

VENENOS MIDIÁTICOS ( ARTIGO)


Acusam o governo Bolsonaro de não ter um plano de vôo, mas não é verdade – ele tem sim e é consistente !

Anda nesta quinta-feira,11-06,  na calada da noite, no Jornal da Globo, a voz potente de Arnaldo Jabor entrou no vasto coro que parece amaldiçoar o novo governo: “É um governo sem rumo, sem projeto…”

São tendenciosos, preconceituosos, agourentos e mal informados. Se não, vejamos: deixemos de lado o super Ministério da Economia e o da Justiça e Segurança (de tão consistentes, ninguém ousa criticá-los) e prestemos atenção nos demais, por exemplo, no Itamaraty, no Agronegócio e no Meio Ambiente, os mais criticados…

Há ação – e ação vigorosa ! – em todos eles. Pode-se dizer com segurança que enquanto os cães ladram, a caravana passa…

Em seis meses, o navio das relações internacionais que foi visto como próximo do naufrágio já foi colocado novamente no rumo certo e tem queimado etapas na conquista de patamares nunca antes sequer sonhados.

Sim, seremos parceiros privilegiados no desenvolvimento das tecnologias de ponta de Israel; ingressaremos na OCDE com apoio dos Estados Unidos; já fechamos o almejado acordo do Mercosul com a União Europeia; fortalecemos as relações comerciais com o mundo árabe; assinamos a Carta de Paris; tomamos posição firmes contra todas as ditaduras do continente (Cuba, Venezuela, Nicarágua) e sinalizamos que não nos interessa a volta do bolivarianismo via Cristina Kurchner na Argentina…Nada mal para um “desastre iminente”, não ?

MENTIRAS DE PERNAS LONGAS

O problema está em que o fakenews, a notícia enviesada, propositalmente retorcida, corre bem mais que a verdade….observem com atenção as informações que, recentemente, circularam nas mídias nacionais e internacionais sobre o desmatamento na Amazônia: “Nos seis primeiros meses deste ano (o que vale dizer, no governo Bolsonaro) o desmatamento na Amazônia aumentou 88% em relação ao mesmo período de 2018”.

É uma manchete que carrega duplo sentido: pode significar tudo e ao mesmo tempo nada…Oitenta e oito por cento do que, cara pálida ? A resposta quase nunca aparece, é propositalmente escondida ou surge numa analogia indecifrável: “A área desmatada corresponde a uma Belo Horizonte (???)” – assustar o mundo externo, eis a intenção…

O ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, na entrevista recente ao time da Globonews e à Jovem Pan, esclareceu muita coisa sobre o desmatamento da Amazônia e chamou atenção para duas causas importantes: abusos por Ongs na aplicação dos recursos milionários do Fundo para Preservação da Amazônia, mantido pelos governos da Noruega e da Alemanha e o abandono das famílias retiradas das unidades de conservação.

Os governos do PT – explicou Salles – criaram diversas unidades de preservação na Amazônia e deixaram em todas elas um enorme contencioso, formado pelas famílias de ocupantes retirados  das áreas e esquecidos, sem indenização ou realocação.

Indignadas, muitas dessas pessoas começaram a desmatar….”Se quisermos conter o desmatamento temos de socorrer essa gente…é o que estamos fazendo”, disse Ricardo Salles.
O município de Belo Horizonte tem pouco mais de 300 quilômetros quadrados de área territorial; estima-se que a área total desmatada na região Amazônica seja de 754.840 quilômetros quadrados, quer dizer menos de 10% da área total de floresta, estimada em 5 milhões e 500 mil quilômetros quadrados…

MA FÉ SE AMPLIA

A má fé e a má vontade se repetem nas informações que perpassam o mundo sobre o uso de agrotóxicos pelo agronegócio. Em seis meses, o governo federal liberou mais agrotóxicos do que em todo o governo Dilma Rousseff, dizem manchetes sensacionalistas em mídias que adoram driblar a verdade.

O assunto já foi exaustivamente explicado tanto pela ministra do Agronegócio, Tereza Cristina, como pelo ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles. Não adiantou porque o propósito não é informar, é malhar o governo.

Nenhum agrotóxico é liberado para uso no campo sem passar por filtros de três ministérios diferentes: Meio-Ambiente, Agronegócio e Saúde (Anvisa). Nos governos de Dilma e Michel Temer – explicou Ricardo Salles – a análise de novos produtos começou a atrasar e isto é muito complicado porque o agronegócio perde o ciclo evolutivo do fabricante, na oferta de produtos cada vez menos tóxicos e mais eficazes.

O que fez o atual governo ? Ricardo Salles responde: “Ampliou a capacidade de análise da Anvisa tornando-a mais ágil. É isso que explica a liberação de um número maior de produtos este ano, um procedimento que só favorece o agronegócio e os consumidores de produtos agrícolas no Brasil e no mundo”.

POR DIRCEU PIO




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